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Safra recorde no país acentua aperto na armazenagem de grãos

A capacidade de armazenagem de grãos foi ampliada no Brasil no último ano, com investimentos de agricultores e indústrias, mas o cenário segue crítico, com um déficit de mais de 120 milhões de toneladas, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Esse gargalo complica a estratégia de vendas dos produtores, que tiveram atrasos no plantio da soja da safra 2025/26, com as chuvas irregulares no fim do ano passado e terão uma colheita concentrada em fevereiro e março.

A última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra de grãos 2025/26 é de uma produção de 354,4 milhões de toneladas. Já a capacidade de armazenagem de produtos agrícolas no Brasil atingiu 231,1 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um aumento de 1,8% em relação ao semestre anterior. Se toda a colheita 2025/26 fosse armazenada, essa capacidade seria suficiente para estocar 67% da produção esperada.

“A capacidade efetiva é ainda menor, se consideramos que parte desses armazéns já está com estrutura obsoleta sem condições adequadas para conservação dos produtos agrícolas”, diz Paulo Bertolini, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Armazenagem de Grãos (Cseag) da Abimaq.

Ele estima que, por ano, o déficit de armazenagem cresce uma média de 5 milhões de toneladas de grãos, já que as safras crescem em ritmo mais acelerado que a infraestrutura. “O cenário para 2026 é bastante desafiador para investimento em infraestrutura, com juros altos, aumento da inadimplência do agronegócio, queda na renda do produtor”, avalia Bertolini.

Por outro lado, observa, a instalação de usinas de etanol de milho, com suas estruturas próprias de armazenagem de matérias-primas, cria uma nova demanda de milho em regiões de fronteira agrícola, o que ajuda a reduzir a pressão por infraestrutura. “Ainda assim, o nível de armazenagem dentro das fazendas continua muito baixo, de 15% a 16% do total”, diz Bertolini.

O descasamento entre capacidade de armazenagem e produção influencia diretamente a formação de preços. Sem estrutura de estocagem, os produtores se veem obrigados a vender boa parte da safra logo após a colheita, com descontos mais expressivos nas principais praças, segundo Cesar de Castro Alves, chefe da consultoria agro do Itaú BBA. “Essa volatilidade pode ser maior neste ano se considerarmos que as vendas futuras de soja estão atrasadas em relação à safra passada”, observa.

Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, maior empresa do segmento no país, diz que a demanda por armazéns por parte de usinas de etanol de milho e biodiesel cresce enquanto há uma retração nas encomendas por parte de agricultores. A empresa registrou queda de 3,3% na receita operacional líquida de vendas de soluções para fazendas nos nove primeiros meses de 2025, somando R$ 377,3 milhões, e recuo de 12,2% na receita de vendas para agroindústrias, a R$ 360,9 milhões.

As causas foram a queda nos preços das commodities, os custos atrelados ao dólar, o crédito escasso e os juros altos que afetam a capacidade de investimento do setor. A companhia informou que as negociações foram mais tardias em 2025 e houve uma carteira “mais interessante” para agroindústrias na virada do ano.

“A expectativa para 2026 é de uma demanda aquecida. O volume de silos, secadores e máquinas de limpeza está no nível recorde. Será um ano de volume recorde de equipamentos para armazenagem. As margens vão ser mais apertadas, mas com volume robusto”, afirma Nogueira.

Entre projetos que têm demandado equipamentos para silagem e armazenagem ele cita o da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, de Maringá (PR), que investe R$ 1,5 bilhão entre 2024 e 2027 em um complexo de esmagamento de soja e produção de biodiesel, com terminal rodoferroviário e armazéns para 400 mil toneladas de capacidade estática de grãos.

Outro exemplo citado por ele é o da usina de etanol de trigo e de DDG (Grãos Secos de Destilaria) da Be8 em Passo Fundo (RS), um projeto orçado em R$ 1,1 bilhão, que inclui um complexo de beneficiamento e armazenagem de grãos com capacidade para 160 mil toneladas de trigo.

Ricardo Marozzin, presidente da Grain & Protein Tecnologies, detentora das marcas GSI, Cumberland, AP e Agromarau, diz que no segmento de proteína animal, a perspectiva é de demanda aquecida com a agroindústria buscando ganho de escala e inovação na exportação.

“No segmento de grãos, os fazendeiros seguirão muito desafiados em função das margens apertadas e do alto custo de produção, além de obrigações contratadas em ciclos anteriores que reduzem a disponibilidade de fluxo de caixa”, afirma Marozzin.

Já as indústrias de processamento de grãos e de biocombustíveis, acrescenta, devem seguir investindo em aumento da capacidade estática de armazenagem, como forma de proteção de custeio ou para uso de insumos ao longo do ano. “Então, entendemos que o ambiente de armazenagem vai ser neutro, não mudam muito os fundamentos em relação ao que vivenciamos, confrontamos ao longo de 2025”, diz o executivo.

 
Fonte: Globo Rural
Seção: Agro, Máquinas & Equipamentos
Publicação: 08/01/2026

 

Mais de 1/4 da importação do Brasil tem origem na China

Num 2025 marcado pela resiliência das importações no primeiro semestre e pelo aumento das exportações à China em meio ao tarifaço americano na segunda metade do ano, o superávit de US$ 68,3 bilhões da balança comercial brasileira foi maior que o esperado inicialmente, mas menor do que os US$ 74,2 bilhões de 2024. A China se manteve na liderança absoluta tanto entre os destinos dos embarques brasileiros como nas origens das importações. Nas compras externas, bateu novo recorde, responsável por mais de um quarto - 25,3% - das compras externas brasileiras em 2025.

O saldo de 2025 foi resultado de US$ 348,7 bilhões em exportações e US$ 280,4 bilhões em importações, segundo divulgou ontem a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic). A queda de superávit ante 2024 é explicada pelo ritmo maior de crescimento dos valores importados, que subiram 6,7%, quase o dobro da taxa de alta de 3,5% na receita de exportação. Como houve expansão, exportações, importações e corrente de comércio alcançaram em 2025 o maior patamar da série histórica.

Para 2026, apontam economistas, as incertezas vão desde o resultado das negociações do que ainda segue sobretaxado pelos Estados Unidos até as novas medidas protecionistas que vieram do México e da China, sem esquecer dos impactos que a operação americana na Venezuela pode ter na geopolítica entre os países vizinhos ao Brasil. Também há expectativas positivas, como o desfecho do acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) o nível de incertezas pode explicar a amplitude da estimativa da Secex para este ano, que projeta superávit comercial brasileiro em um intervalo entre US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões.

O dinamismo da balança em 2025 ajuda a explicar isso, avalia Castro. “O resultado de 2025 foi bem superior ao que todos imaginavam no início do ano passado, quando os saldos estavam fracos porque as importações ainda cresciam acima do esperado. No segundo semestre houve desaceleração da importação e as exportações tiveram aumento que não era previsto por ninguém.” A Secex projetava superávit de US$ 61 bilhões em 2025, US$ 7,3 bilhões abaixo do observado. As exportações de soja à China, destaca Castro, ganharam mais força no decorrer do segundo semestre e romperam a sazonalidade histórica, permanecendo relativamente fortes até dezembro.


"Há expectativa da resolução definitiva do impasse do tarifaço”
— André Valério

Os dados da Secex mostram que no primeiro semestre de 2025 as exportações da soja somaram US$ 25,4 bilhões, com queda de 9,2% ante igual período de 2024. Já de julho a dezembro de 2025 somaram US$ 18,2 bilhões, com alta de 20,9%. No ano de 2025 fecharam com alta de 1,4% em receita de exportação. Com safra recorde, o volume embarcado de soja em 2025 cresceu 9,5%, mas os preços amargaram queda de 7,4%. A China absorveu, em 2025, 77% dos embarques brasileiros de soja. O grão respondeu por 34% da exportação aos chineses em 2025, seguida por petróleo e minério de ferro, com 20,1% e 19,5%, nessa ordem.

Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, a balança comercial brasileira em 2025 mostrou resiliência, com pauta de exportação de produtos mais diversificada. Para 2026, estima Barbosa, o superávit pode alcançar US$ 75 bilhões. O cenário, diz, se mostra favorável para cotações das commodities metálicas, “o que pode trazer um papel relevante para o minério de ferro de novo”. Já para as commodities agrícolas se espera um comportamento misto. O desenvolvimento da safra, principalmente da soja e milho no Brasil tem se mostrado bastante favorável, diz. “A expectativa não é de ter nenhum crescimento absurdo, igual tivemos em 2025, mas a expectativa é de manutenção do patamar de volume de exportações agrícolas.”

A dúvida maior, avalia, está nas energéticas. “Temos visto diversos movimentos ao redor do petróleo, que está com preços em nível relativamente baixo, em comparação aos últimos anos, de cerca de US$ 60 dólares o barril.” Níveis mais baixos da cotação de petróleo podem ter impacto para o Brasil. “A questão da Venezuela não é nenhuma questão de curto prazo, mas na perspectiva de médio prazo pode haver efeitos.”

Para as importações em 2026, diz Barbosa, a estimativa é de o nível ficar empatado ou ter alguma alta em relação a 2025, para um total que deve ficar entre US$ 280 bilhões e US$ 290 bilhões. “Se tivermos alguma desaceleração maior do que o esperado, a importação poderia até cair. Mas o mais importante seria observar taxas de crescimento menores das importações do que o atualmente observado.”

André Valério, economista do Banco Inter, espera para este ano superávit de US$ 70 bilhões, com manutenção da dinâmica observada em 2025. “Há expectativa da resolução definitiva do impasse do tarifaço estabelecido pelos EUA, assim como do acordo Mercosul-UE, que tendem a melhorar a dinâmica da balança comercial, na margem. Por outro lado, as crescentes incertezas geopolíticas turvam o cenário. Em 2025, o Brasil se beneficiou dessa maior incerteza, aumentando fatia na importação da China, ocupando o espaço deixado pelo fornecimento americano ao país asiático.” O avanço da exportação da soja no decorrer do segundo semestre é visto como uma ocupação desse espaço.

Na relação com os parceiros comerciais, observa Barbosa, da AZ Quest, é preciso observar o comércio bilateral entre os Estados Unidos e o Brasil. “Até melhorou na margem, mas o ambiente de incerteza acabou afetando o quantum de exportações e importações entre os dois países.” O destaque positivo em 2025, diz, foi a Argentina, em função da recuperação econômica do país. Pelos dados do Mdic, a receita de exportações brasileiras para os EUA caiu 6,6% em 2025 contra 2024. O volume de exportação recuou 3,9%. Para a Argentina o valor embarcado cresceu 31,4% e o volume, 24,7%.

Lia Valls, professora de pós-graduação Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisadora do FGV Ibre, lembra que o tarifaço estabelecido pelo presidente americano, Donald Trump, foi um dos fatores que mudaram o dinamismo dos destinos de exportação do Brasil no decorrer de 2025. “No primeiro semestre as exportações brasileiras para a China caíram em vários meses, na comparação com 2024 enquanto que para os EUA havia crescimento. No segundo semestre isso se inverteu.”

Para Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior da Secex, a queda na exportação aos americanos, não é totalmente explicada pelo tarifaço. “Teve queda em petróleo, que não foi afetado pelo tarifaço, mas pela demanda do país. Mas outros setores, como madeira e máquinas, foram afetados.”

Já as importações dos EUA para o Brasil, diz Brandão, cresceram 11,3% em 2025. “Como os Estados Unidos são a terceira maior origem das importações brasileiras, [o resultado] é muito explicado pela demanda brasileira.

Os EUA continuaram como segundo maior fornecedor do Brasil em 2025, responsáveis por 16,1% de todas as importações brasileiras no ano. Do lado das exportações, também manteve o segundo lugar, mesmo com a queda dos embarques. A Argentina ficou em terceiro.

A China manteve a liderança consolidada tanto no destino dos embarques brasileiros como na origem das importações. Mais do que isso, os chineses atingiram fatia recorde da série histórica nas compras externas brasileiras, com fatia de 25,3% em 2025, ultrapassando o pico de 2024, de 24,2%. As importações made in China em 2025 somaram US$ 70,9 bilhões, com alta de 11,5% ante 2024. A taxa de crescimento ficou 4,8 pontos percentuais acima da alta do total das importações brasileiras em igual período.

Os carros elétricos ou eletrificados e híbridos se destacaram na compra brasileira de itens chineses em 2025, com total de US$ 3,28 bilhões, no topo da lista de importação com origem no país asiático. A compra de US$ 2,67 bilhões em plataformas de petróleo também ajudou no crescimento das importações. Em terceiro e quarto lugares dos itens mais comprados da China vieram inseticidas e herbicidas e aparelhos para telefonia, respectivamente, como reflexo da grande heterogeneidade da pauta das exportações chinesas.



 
Fonte: Valor
Seção: Indústria & Economia
Publicação: 07/01/2026

Geopolítica muda o jogo das margens no agro

O agronegócio entrou em uma fase em que fatores externos, antes tratados como pano de fundo, passaram a mexer diretamente com custo, margem e timing de venda. Segundo análise de Alê Delara, fundador da Pine Agronegócio e estrategista do agro, 2025 consolidou a geopolítica como variável operacional, visível em fretes mais longos, seguros mais caros e prazos que deixaram de fechar, até virar parte da rotina de quem opera o mercado.

O Mar Vermelho virou um retrato desse novo normal, com desvios pelo Cabo da Boa Esperança se tornando estruturais e alterando competitividade entre origens, prêmios e janelas de arbitragem. A guerra na Ucrânia manteve o grão disponível, mas com risco embutido, muitas vezes percebido mais no prêmio e na cautela do comprador do que na tela. Já a retomada da guerra comercial entre Estados Unidos e China travou por meses o fluxo de soja norte-americana e, quando houve reabertura parcial, a China já vinha abastecida via América do Sul, com estoques mais confortáveis e margens apertadas.

No Brasil, a supersafra e a melhora logística não se traduziram automaticamente em super rentabilidade. O câmbio acima de R$ 5,40 sustentou a receita em reais e os prêmios ficaram firmes por boa parte do ano, mas juros globais ainda altos encareceram o capital e ampliaram o peso do carrego. Com fertilizantes voláteis, a conta puniu quem segurou decisão demais. Para 2026, a leitura aponta um ano mais político do que climático, com volatilidade como padrão e maior exigência de gestão de risco e sofisticação comercial.

“Se esses movimentos globais fazem parte da sua rotina de decisão — comprar, vender, travar margem, planejar risco — minhas palestras e consultorias levam esse debate para dentro do seu time, com leituras práticas e cenários aplicados ao agro brasileiro”, conclui.

 
Fonte: Agrolink
Seção: Agro, Máquinas & Equipamentos
Publicação: 07/01/2026

Balneário Camboriú lidera ranking como o metro quadrado mais caro do Brasil

Balneário Camboriú, em Santa Catarina, encerrou 2025 com o preço do metro quadrado mais caro do Brasil. Com um valor de R$ 14.906 registrado em dezembro, a cidade se consolida como o mercado imobiliário mais valioso dentre todas as 56 localidades monitoradas pelo Índice FipeZAP, superando capitais como São Paulo, que chegou a R$ 11.900 por metro quadrado, Rio de Janeiro com R$ 10.830 e a até Florianópolis com R$ 12.773.

O resultado coroa um ciclo prolongado de valorização, que reforça a posição de Balneário Camboriú como um dos principais polos de imóveis de alto padrão do país. Nem mesmo a desaceleração pontual dos preços no último mês ou os altos juros tirou a liderança no ranking nacional.

Tudo isso porque Balneário Camboriú reúne uma combinação rara de fatores estruturais que pressionam os preços para cima. A escassez de terrenos disponíveis, especialmente nas áreas mais valorizadas da orla, limita a expansão da oferta. Por outro lado, a demanda segue aquecida, impulsionada por compradores de alta renda, investidores e público interessado em segunda residência.
 
Nos últimos anos, a cidade passou por um intenso processo de verticalização, com lançamentos de empreendimentos residenciais de luxo, muitos deles entre os mais altos da América Latina. Esse padrão construtivo, associado a projetos com alto nível de serviços e diferenciação, elevou significativamente o tíquete médio das unidades.

Valorização acima da média
O desempenho de Balneário Camboriú contrasta com a média nacional. Em 2025, o Índice FipeZAP acumulou alta de 6,52%, a segunda maior dos últimos 11 anos, superando com folga a inflação ao consumidor. No entanto, enquanto grandes capitais apresentaram avanços mais moderados, mercados premium como o de Balneário Camboriú continuaram operando em um patamar de preços muito superior à média brasileira. 
  
Além disso, o comportamento local tem se mostrado menos sensível a oscilações de curto prazo nos juros e no crédito imobiliário. A predominância de compras à vista ou com menor dependência de financiamento reduz o impacto de aperto monetário sobre a demanda.

Outro fator relevante é o perfil do comprador. Balneário Camboriú atrai investidores de diversas regiões do país, especialmente do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que enxergam o imóvel como reserva de valor, proteção patrimonial e ativo de diversificação.

A cidade também se beneficia do apelo turístico permanente, que sustenta o mercado de locação de curta temporada e amplia as possibilidades de retorno para investidores. Esse componente reforça a percepção de liquidez do mercado, mesmo em segmentos de preços elevados.

Referência nacional
Ao atingir quase R$ 15 mil por metro quadrado, Balneário Camboriú passa a operar em níveis comparáveis aos bairros mais caros das grandes metrópoles brasileiras, mas com uma dinâmica própria, marcada por concentração de renda, escassez de oferta e forte valorização histórica.

O desempenho em 2025 reforça a leitura de que o mercado local não apenas lidera o ranking nacional, mas também funciona como termômetro do segmento de alto padrão no Brasil. Para 2026, a expectativa é de manutenção de preços elevados, ainda que com possível desaceleração no ritmo de valorização, acompanhando um cenário macroeconômico mais equilibrado.

Preço médio de venda do metro quadrado por cidade (em reais)
 
1) Balneário Camboriú (SC) 14.906
2) Itapema (SC) 14.843
3) Vitória (ES) 14.108
4) Itajaí ((SC) 12.848
5) Florianópolis (SC) 12.773
6) São Paulo (SP) 11.900
7) Barueri (SP) 11.696
8) Curitiba (PR) 11.686
9) Rio de Janeiro (RJ) 10.830
10) Belo Horizonte (MG) 10.642

Fonte: InfoMoney 

Paraná é o terceiro estado brasileiro com mais roubos de caminhões

O Brasil registra mais de 10 mil roubos de cargas por ano, de acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). Só no primeiro semestre de 2025, as ocorrências cresceram em praticamente 25%.

A criminalidade tem exigido das transportadoras trabalharem com gestão de risco, no limite, com o objetivo de traçar rotas mais seguras e adotar outras estratégias para escapar da criminalidade. Engana-se quem pensa que os ataques acontecem principalmente em locais ermos. Ao contrário. Segundo levantamento da plataforma de logística Nstech, os trechos urbanos de rodovias no país lideram as ocorrências.

Quando o recorte dos dados é sobre as unidades da federação, São Paulo, com 35,4% dos prejuízos gerados por roubo de carga; Rio de Janeiro, com 21,9%; e Paraná, com 7,5% são os estados mais problemáticos.

 
Fonte: Diário Indústria & Comércio
Seção: Indústria & Economia
Publicação: 06/01/2026

Recursos naturais da Venezuela podem valer US$ 14 trilhões

Os recursos minerais e energéticos – notadamente petróleo – são apontados como um dos principais motivos que levaram o governo norte-americano a lançar ataques no país latino-americano e prender o presidente do país, Nicolás Maduro.

Figurando entre os 10 países mais ricos pelo valor de seus recursos naturais, com um valor estimado em US$ 14  trilhões, a Venezuela possui a maior reserva mundial de petróleo, estimada em 303 bilhões de barris, a oitava reserva de gás natural, com 5,69 trilhões de metros cúbicos, detém a maior reserva de ouro, calculada em 8.900 toneladas, é o número 1 no mudo em reservas de níquel (28,9 milhões de toneladas), além de deter reservas expressivas de minério de ferro (14,6 bilhões de toneladas), bauxita (320 milhões de toneladas) e recursos ainda não estimados de columbita-tantalita e cobre.

Os recursos naturais da Venezuela estão localizados em três ambientes: Faixa do Orinoco, Arco Mineiro do Orinocoe Faixa de Essequibo. A Faixa do Orinoco, no leste da Venezuela, abriga pelo menos 235 bilhões de barris de petróleo, o que a torna a maior reserva do mundo. A estatal petrolífera PDVSA tem gradualmente concentrado suas operações nessa área, apesar dos custos de produção mais elevados devido à natureza extrapesada do petróleo bruto, que exige operações de mistura ou refino para gerar tipos exportáveis. A Faixa do Orinoco também abriga diversas joint ventures com empresas estrangeiras. As sanções severas adotadas contra a Venezuela, principalmente a partir de 2019, prejudicaram a produção devido à falta de acesso a peças de reposição e diluentes, à fuga de cérebros e à necessidade de oferecer descontos aos clientes.

O Arco Mineiro do Orinoco, que abrange 12% do território venezuelano, foi designado pelo governo venezuelano como uma “zona de desenvolvimento estratégico” em 2016. A área abriga uma quantidade importante de recursos minerais, especialmente ouro. Mas as atividades de mineração têm gerado preocupações e críticas tanto por seus potenciais danos ambientais quanto por seus efeitos sobre as comunidades indígenas locais. A mineração ilegal nessa região foi tolerada pelo governo durante vários anos, numa tentativa de obter receitas com a atividade. Somente em 2023 a mineração ilegal passou a ser combatida. Esta área é considerada estratégica para a exploração de ouro, principalmente, mas também de diamantes, columbita-tantalita, níquel e elementos de terras raras. Quando criou o Arco Mineiro do Orinoco, o governo falava da possibilidade de explorar “até um milhão de quilates de diamantes, 12 mil toneladas de níquel, 35 mil toneladas de columbita-tantalita e depósitos significativos de cobre”. Porém, uma década depois, longe de se tornar um polo de desenvolvimento, o Arco Mineiro do Orinoco é considerado um perigoso foco de criminalidade, corrupção política e militar e contrabando, tudo isso em meio a um grande desastre ambiental. Não há mineração em larga escala, mas sim exploração caótica e descontrolada.

Por último está a Faixa de Essequibo, que está no centro de disputas internacionais há mais de dois séculos. A Venezuela reivindicou esse território como herança do império espanhol no início do século XIX, apenas para ver o Reino Unido tentar gradualmente expandir a fronteira oeste de sua colônia da Guiana Britânica após descobertas de ouro. A questão da fronteira com a Guiana permaneceu praticamente adormecida desde sua independência na década de 1960, mas reacendeu nos últimos anos após descobertas maciças de petróleo em alto-mar. (Com informações da publicação independente VenezuelaAnalysis).

 
Fonte: Brasil Mineral
Seção: Indústria & Economia
Publicação: 06/01/2026