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Camex aprova medida antidumping para importação de laminados da China

O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou nesta quinta-feira, 12, a proposta de aplicação de direito antidumping definitivo às importações brasileiras de laminados planos a frio e laminados planos revestidos originárias da China.

O prazo válido é de até cinco anos.Os detalhes serão conhecidos no Diário Oficial da União (DOU). Não há data para publicação da medida.

Há meses as siderúrgicas brasileiras esperavam essa medida. Desde o fim de janeiro, o setor via como próxima de ser tomada pelo governo. Isso porque, há duas semanas, o Gecex aprovou um antidumping para o aço pré-pintado vindo da China e da Índia. A leitura nos bastidores era que o pleito começava a ser atendido.

A medida visa reduzir as importações chinesas em alta deste 2019. Segundo o Instituto Aço Brasil, o País fechou o ano de 2025 com 5,7 milhões de toneladas de aços laminados importados, uma participação de 21% de importações no mercado. A média histórica anual, de 2000 a 2019, era de 2,2 milhões de toneladas, uma participação de 21%.

Em conversa com analistas, a Usiminas sinalizou, ainda no ano passado, que as conclusões preliminares indicavam tarifas antidumping próximas de US$ 500 por tonelada para aços laminados a frio e revestidos.

Entre os analistas há o entendimento de que essa seria a companhia listada em Bolsa mais beneficiada pela medida.

 
Fonte: Estadão
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 13/02/2026

 

Camex aprova medida antidumping para importação de laminados da China

O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou nesta quinta-feira, 12, a proposta de aplicação de direito antidumping definitivo às importações brasileiras de laminados planos a frio e laminados planos revestidos originárias da China.

O prazo válido é de até cinco anos.Os detalhes serão conhecidos no Diário Oficial da União (DOU). Não há data para publicação da medida.

Há meses as siderúrgicas brasileiras esperavam essa medida. Desde o fim de janeiro, o setor via como próxima de ser tomada pelo governo. Isso porque, há duas semanas, o Gecex aprovou um antidumping para o aço pré-pintado vindo da China e da Índia. A leitura nos bastidores era que o pleito começava a ser atendido.

A medida visa reduzir as importações chinesas em alta deste 2019. Segundo o Instituto Aço Brasil, o País fechou o ano de 2025 com 5,7 milhões de toneladas de aços laminados importados, uma participação de 21% de importações no mercado. A média histórica anual, de 2000 a 2019, era de 2,2 milhões de toneladas, uma participação de 21%.

Em conversa com analistas, a Usiminas sinalizou, ainda no ano passado, que as conclusões preliminares indicavam tarifas antidumping próximas de US$ 500 por tonelada para aços laminados a frio e revestidos.

Entre os analistas há o entendimento de que essa seria a companhia listada em Bolsa mais beneficiada pela medida.

 
Fonte: Estadão
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 13/02/2026

 

Exportações brasileiras de placas de aço iniciam 2026 em alta com oferta restrita e demanda firme

O mercado brasileiro de exportação de placas de aço começou 2026 com um movimento consistente de valorização, impulsionado principalmente pela restrição na oferta global, ajustes estratégicos das siderúrgicas e um ambiente cambial favorável. Após um período de relativa estabilidade no final de 2025, os preços de referência voltaram a subir e atingiram, em fevereiro, o maior patamar em cerca de um ano, com avanço superior a 6% em relação aos níveis observados no encerramento do ano passado.

O principal motor desse movimento tem sido o equilíbrio mais apertado entre oferta e demanda. Produtores brasileiros vêm enfrentando limitações de disponibilidade para novos embarques, especialmente para carregamentos programados para o segundo trimestre. Em alguns casos, fontes do setor indicam que a produção destinada ao mercado externo já está praticamente comprometida, refletindo uma demanda robusta e contratos previamente firmados.

Outro fator relevante é a estratégia adotada por grandes grupos siderúrgicos com atuação global, que têm direcionado parte significativa da produção para abastecer operações próprias em outros continentes. Esse redirecionamento contribui para reduzir o volume disponível no mercado internacional, reforçando o ambiente de oferta restrita e sustentando a valorização dos preços.

No cenário cambial, a valorização do real frente à moeda norte-americana tem favorecido a sustentação de preços mais elevados nas negociações internacionais. Essa dinâmica tem permitido aos produtores brasileiros manter competitividade e ampliar margens, sem comprometer o interesse dos compradores estrangeiros.

Além disso, o Brasil tem ampliado sua presença em mercados alternativos como Europa, México e outros países da América do Sul. Essa diversificação tem sido vista como um movimento estratégico importante para reduzir riscos comerciais e garantir estabilidade nos volumes exportados, especialmente em um contexto de negociações comerciais com os Estados Unidos envolvendo tarifas de importação. O ambiente de diálogo entre autoridades dos dois países tem gerado expectativas positivas no setor, alimentando projeções de aumentos moderados adicionais ao longo das próximas semanas.

No curto prazo, os preços continuaram avançando gradualmente, registrando alta semanal próxima de 2%, acompanhada de ampliação das faixas de negociação. Alguns agentes do mercado avaliam que, diante da escassez de material disponível, eventuais ofertas poderiam alcançar níveis ainda mais elevados, reforçando o cenário de aquecimento da demanda.

Apesar da tendência de alta, o mercado pode apresentar uma breve desaceleração operacional em função do calendário de feriados no Brasil, que tradicionalmente reduz o ritmo de negociações e embarques. Ainda assim, o sentimento predominante entre produtores é de manutenção dos preços em patamares firmes, sustentados pelo forte nível de procura. Em alguns casos recentes, compradores chegaram a aceitar ofertas sem necessidade de renegociação, sinalizando confiança no mercado.

Enquanto isso, outros segmentos do aço plano na região seguem com dinâmica distinta. As exportações latino-americanas de bobinas laminadas a quente permaneceram estáveis nas últimas semanas, refletindo menor disponibilidade para novos negócios e priorização da produção de placas, cuja demanda tem se mostrado mais aquecida. Parte dos volumes destinados ao exterior já se encontra totalmente comprometida até pelo menos o início do segundo trimestre, indicando um ambiente de oferta bastante ajustado.

No cenário internacional, compradores que tradicionalmente recorrem ao Brasil passaram a considerar fornecedores alternativos, principalmente na Ásia. Ainda assim, o produto brasileiro mantém forte presença global graças à sua qualidade e à confiabilidade logística, fatores que continuam garantindo competitividade ao país.

As perspectivas para os próximos meses permanecem favoráveis. A combinação entre demanda internacional consistente, gestão estratégica da produção e ampliação de destinos comerciais reforça a expectativa de continuidade do ciclo positivo para as exportações brasileiras de placas de aço em 2026. O setor entra no ano com fundamentos sólidos e com espaço para consolidar ainda mais sua relevância no comércio siderúrgico global.

 
Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 09/02/2026

 

Disputa tripla pelas terras raras do Brasil se intensifica

Uma corrida global pelos vastos depósitos de terras raras do Brasil está se intensificando, com Estados Unidos, China e União Europeia disputando acesso aos minerais, essenciais para uma série de tecnologias do século 21.

As reservas brasileiras desses metais —as segundas maiores do mundo— estão na mira tanto de Washington quanto de Bruxelas, que buscam reduzir a dependência da China, o produtor dominante que mantém forte controle sobre a oferta.

A União Europeia está em negociações para firmar um acordo com o Brasil para investimentos conjuntos em matérias-primas críticas, afirmou no mês passado, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A agência brasileira de promoção de exportações realizará um evento no próximo mês no qual espera que investidores ligados à UE anunciem apoio financeiro a cinco projetos de mineração no país, abrangendo terras raras, níquel, lítio e manganês.

A busca do bloco por acordos o coloca em concorrência com os Estados Unidos, que, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto, já deixaram claro em conversas privadas com autoridades e representantes do setor seu interesse em acessar os depósitos de terras raras do Brasil, em grande parte ainda inexplorados.

Projetos de terras raras no Brasil garantiram cerca de US$ 700 milhões em financiamento por meio de capital próprio e dívida nos últimos dois anos, segundo cálculos do Financial Times, grande parte proveniente de fontes ocidentais.

Entre os investidores estão o grupo de metais preciosos Hochschild, listado em Londres, além de investidores privados e indivíduos de alto patrimônio. Bancos de fomento à exportação da Austrália, França, Estados Unidos e Canadá demonstraram interesse em financiar os projetos.

Em 2024, Pequim investiu US$ 556 milhões no setor de mineração brasileiro como um todo, de acordo com o relatório mais recente do Conselho Empresarial Brasil-China.

Embora a União Europeia não tenha o mesmo volume de financiamento ou a rapidez dos Estados Unidos, o bloco tem destacado seu apoio à geração de empregos locais e ao processamento dos minerais no próprio Brasil. A Terra Brasil Minerals, que está captando US$ 500 milhões para projetos de terras raras, afirmou que investidores com fortes vínculos europeus analisaram seus dados de negócios.

O governo de esquerda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também quer desenvolver uma indústria nacional de refino de terras raras, em vez de apenas exportar matérias-primas.

"O friendshoring faz sentido. Estaríamos abertos a um acordo nesse sentido", disse uma autoridade americana. "O Brasil pode ser um grande aliado nisso."

 
Fonte: Financial Times
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 09/02/2026

 

Importação de carros chineses cresce 61% e a de argentinos cai 30%

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou movimento inverso entre China e Argentina ao falar das importações de veículos dos dois países neste início de ano.

Enquanto as compras no país asiático evoluíram relevantes 61,5%, com 16,8 mil unidades em janeiro deste ano contra apenas 10,4 mil no mesmo mês de 2025, as compras no país vizinho recuaram 30,7%, baixando de 19,4 mil para 13,4 mil unidades no mesmo comparativo.

Ou seja, foi reforçado o movimento iniciado no ano passado de a China liderar as vendas de carros no mercado brasileiro, em detrimento do seu mais tradicional parceiro, a Argentina, que mantém acordo de livre comércio, sem pagamento de imposto de importação.

Houve aumento das compras de carros mexicanos, da ordem de 7,7%, de 2,6 mil para 2,8 mil unidades (veja gráfico abaixo).

Segundo balanço divulgado pela Anfavea nesta sexta-feira, 6, as vendas de importados em geral sofreram retração de 3,3% em janeiro, com 38 mil unidades este ano e 39,3 mil no mesmo mês do ano passado. O mercado como um todo de automóveis e comerciais leves evoluiu 1,8%.

Ainda no contexto dos importados, Calvet divulgou volume de estoque, que incluindo nacionais e importados passou de 351,9 mil para 359,4 mil unidades, equivalentes a 57 dias de produção/vendas.

“Com relação aos estoques, é importante destacarmos que o referente aos importados é bem maior do que o dos nacionais. No caso dos carros estrangeiros, são 210,6 mil unidades ou 172 dias. Já os nacionais acumulam 148,8 mil unidades, apenas 29 dias”.

O elevado estoque de importados, principalmente os vindos da China, pode provocar distorções no mercado, com eventual redução de preços e, consequentemente, perda de lucratividade nas operações locais.

 
Fonte: AutoIndústria
Seção: Automobilística & Autopeças
Publicação: 09/02/2026

 

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 4,3 bilhões em janeiro com recuo mais forte das importações

O Brasil iniciou o ano de 2026 com um resultado positivo na balança comercial, registrando um superávit de US$ 4,343 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse saldo representa um avanço de cerca de 85,8% em relação ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o superávit foi de aproximadamente US$ 2,3 bilhões, e coloca janeiro de 2026 como um dos melhores meses de janeiro na história recente do comércio exterior brasileiro.

O resultado foi alcançado em cenário de retração tanto das exportações quanto das importações, com queda mais acentuada nas compras externas. As exportações brasileiras somaram US$ 25,153 bilhões no mês, registrando uma leve diminuição de 1,0% na comparação com janeiro de 2025. Já as importações somaram US$ 20,81 bilhões, com recuo mais expressivo de 9,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Analistas destacam que o maior peso da queda nas importações, em relação à retração das exportações, foi um dos principais fatores por trás do resultado robusto da balança comercial no primeiro mês do ano. A desaceleração nas compras externas refletiu um desaquecimento mais amplo da economia, o que reduziu a necessidade de insumos, bens de capital e consumo importados.

A performance dos fluxos comerciais por setores mostra nuances importantes. Na exportação, houve crescimento em segmentos específicos, como a agropecuária, que avançou 2,1%, totalizando US$ 3,872 bilhões em embarques. Em contrapartida, setores como a indústria extrativa (-3,4%) e a indústria de transformação (-0,5%) apresentaram recuos na comparação anual. No quadro das importações, produtos agropecuários, extrativos e de transformação também registraram quedas significativas, refletindo a contração da demanda interna por esses bens.

O resultado da balança em janeiro também ficou abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que apontava um superávit esperado de cerca de US$ 4,8 bilhões, conforme levantamento da Projeções Broadcast. As estimativas do setor financeiro para o mês variavam entre US$ 3,46 bilhões e US$ 6,10 bilhões.

A corrente de comércio, que agrega o total de exportações e importações, somou aproximadamente US$ 46 bilhões em janeiro, representando uma redução de cerca de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o fluxo comercial alcançou cerca de US$ 48,5 bilhões.

O desempenho do comércio exterior brasileiro no início de 2026 mostra tanto oportunidades como desafios. Por um lado, o superávit robusto contribui para a entrada de divisas e o equilíbrio das contas externas, aliviando pressões sobre indicadores macroeconômicos. Por outro, a retração das exportações em determinados setores e o forte recuo das importações refletem um cenário de demanda internacional moderada e de ajustes na economia doméstica.

Para especialistas em comércio exterior, a evolução da balança comercial ao longo dos próximos meses dependerá da dinâmica de dois vetores principais: a recuperação da demanda externa por produtos brasileiros e a sinalização de política econômica interna para estimular investimentos e consumo. A combinação desses fatores será determinante para consolidar o desempenho positivo observado neste primeiro balanço anual.

 
Fonte: Infomet
Seção: Indústria & Economia
Publicação: 06/02/2026