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Indústria de máquinas vê ‘retrocesso’ na PEC da jornada 6x1 e alerta para falta de mão de obra

No momento em que a indústria brasileira de máquinas e equipamentos registra recorde histórico de exportações em 12 meses, com US$ 14,4 bilhões, o setor manifesta preocupação com o cenário econômico e regulatório. Segundo a Abimaq, a combinação de juros elevados no mercado interno com a possível aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho (6x1) pode afetar decisões de investimento e impactar pontos da reforma trabalhista de 2017.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (27), o presidente da Abimaq, José Velloso, classificou o relatório apresentado na Câmara sobre a redução da jornada como “inexequível” para o setor produtivo. Segundo ele, o texto ignora as especificidades de 2.500 profissões no país e impõe uma regra única que desconsidera a realidade fabril. “É assustador o relatório que foi apresentado. Muitos negócios vão ter que deixar de funcionar pelo menos um dia da semana”, afirmou Velloso, destacando que a medida geraria uma demanda imediata por trabalhadores que o mercado não consegue suprir. “Já não conseguimos preencher as vagas hoje por falta de mão de obra especializada.”

O setor vê com preocupação o descasamento entre as políticas fiscal e monetária. De acordo com Velloso, enquanto o governo segue um “caminho expansionista” de gastos, o Banco Central mantém o caráter contracionista para combater a inflação, o que retarda a queda dos juros necessária para destravar o investimento em bens de capital.

Esse “travamento” doméstico é mascarado por números recordes no comércio exterior, mas que exigem uma leitura cautelosa. Cristina Zanella, diretora do departamento de competitividade, economia e estatística da entidade, explicou que o salto expressivo nas vendas externas em abril (alta de 42,7% em dólares) foi puxado por um “fator Singapura”. “Trata-se de um grande projeto de investimento, que leva meses para ser concluído e envolveu US$ 300 milhões em exportações concentradas em um único mês”, detalhou.

Além da pressão sobre os custos trabalhistas, a indústria lida com a erosão da rentabilidade via câmbio. Cristina pontuou que a valorização de 10,8% do real no quadrimestre “reduz o impacto positivo das exportações sobre a receita em moeda local”, mantendo o faturamento real do setor sob pressão.

O avanço das importações, que representam 49% do consumo nacional, também integra o cenário acompanhado pelo setor. As importações da China cresceram 13,7% no quadrimestre, ampliando a participação no mercado brasileiro. Segundo Velloso, a indústria nacional enfrenta dificuldades para recuperar espaço em razão dos custos de produção. “Se por um lado a exportação está batendo recorde, as expectativas para a frente são ruins”, afirmou.

 

 
Fonte: Valor
Seção: Indústria & Economia
Publicação: 28/05/2026

 

Brasil tem mais de 2500 processos ativos de terras raras em andamento

O Brasil vem ganhando cada vez mais espaço no cenário internacional quando o assunto é exploração mineral estratégica. Com o avanço de pesquisas e novos investimentos, o país fortalece sua presença no setor de terras raras, minerais considerados fundamentais para o desenvolvimento tecnológico e industrial em diversas partes do mundo.

Os estudos realizados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) têm contribuído diretamente para ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral brasileiro. As informações produzidas pelo órgão ajudam na tomada de decisões estratégicas e incentivam o crescimento de projetos ligados à mineração no país.

Terras raras impulsionam interesse internacional no Brasil

A crescente demanda mundial por tecnologias limpas e equipamentos de alta performance tem colocado as terras raras entre os minerais mais valorizados da atualidade. Esses elementos são utilizados na fabricação de baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas industriais avançados.

Com isso, o Brasil passou a chamar atenção de investidores e empresas estrangeiras, principalmente devido ao avanço das pesquisas minerais e ao desenvolvimento de projetos de argila iônica — um modelo considerado promissor para a extração desses minerais.

Além disso, o início da produção comercial em território brasileiro reforça a expectativa de crescimento do setor nos próximos anos.

Número de processos minerários supera 2.500 no país

Atualmente, o Brasil já registra mais de 2.500 processos minerários ativos relacionados às terras raras, demonstrando o avanço do interesse econômico e estratégico sobre esse mercado.

O crescimento desses processos evidencia a busca por novas áreas de exploração e o fortalecimento da cadeia mineral brasileira, que vem sendo apontada como peça importante na transição energética global.

Especialistas do setor avaliam que o país possui potencial para se tornar um dos principais fornecedores mundiais desses minerais, especialmente diante da alta demanda internacional e da necessidade de diversificação da produção global.

 
Fonte: Cidades & Minerais
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 27/05/2026

 

Importação de aço despenca após medidas antidumping contra China e Índia

As medidas antidumping adotadas pelo governo federal contra produtos siderúrgicos importados da China e da Índia já começaram a impactar o mercado brasileiro de aço. Após um início de 2026 marcado pelo forte avanço das compras externas, os volumes importados passaram a desacelerar e entraram em queda nos últimos meses.

Os dados mais recentes mostram uma redução significativa nas importações realizadas pelas distribuidoras de aço, especialmente após o anúncio das restrições comerciais em fevereiro.

No primeiro bimestre deste ano, as compras internacionais chegaram a apresentar crescimento de 39% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Porém, o ritmo perdeu força gradualmente ao longo dos meses, desacelerando para 13% no fechamento do trimestre até atingir resultado negativo mais recentemente.

Medidas antidumping reduzem entrada de aço chinês no Brasil

O impacto mais expressivo apareceu em abril, quando o volume importado caiu para cerca de 77 mil toneladas. O número representa forte retração em relação à média registrada entre 2024 e 2025, período em que as importações mensais giravam em torno de 190 mil toneladas.

A expectativa do setor é de que a redução se intensifique com a ampliação das medidas antidumping previstas para junho, especialmente sobre produtos laminados a quente. A avaliação de especialistas do mercado é que, com a nova etapa das restrições, o aço chinês deixará de ser economicamente competitivo para entrada no mercado brasileiro.

Mesmo com a possibilidade de outros países ampliarem participação nas exportações para o Brasil, a tendência é que os novos fornecedores não consigam substituir integralmente o espaço anteriormente ocupado pela China.

Mercado acompanha efeitos das restrições comerciais no setor siderúrgico

As medidas adotadas pelo governo têm como objetivo conter práticas consideradas desleais no comércio internacional, protegendo a indústria siderúrgica nacional diante do aumento das importações com preços abaixo do mercado.

O avanço do aço estrangeiro vinha sendo motivo de preocupação entre produtores brasileiros, principalmente devido à pressão sobre preços e à competitividade da indústria local.

Com a retração observada nas importações nos últimos meses, o setor agora acompanha os próximos impactos das barreiras comerciais e os efeitos sobre a oferta de aço no mercado interno.

 
Fonte: Cidades & Minerais
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 26/05/2026

Exportações de aço somam 1 milhão de toneladas em abril, alta anual de 62,4%, diz Aço Brasi

As exportações de aço no mês de abril somaram 1 milhão de toneladas, montante que representa uma alta de 62,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando totalizaram 647 mil toneladas. Em relação a março, o aumento foi ainda maior, de 81,9%, de acordo com informações do Instituto Aço Brasil.

A produção nacional no quarto mês do ano foi de 2,7 milhões de toneladas, alta anual de 1,1%. Na comparação com março, houve recuo de 3,8% ante o mês imediatamente anterior. Já as vendas internas somaram 1,8 milhão de toneladas, alta anual de 7,1%, mas queda de 5,8% em relação a março.

As importações, por sua vez, caíram 33,3% na comparação anual, para 363 mil toneladas em abril deste ano. Em relação a março, a diminuição foi de 40,3%.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a produção de aço bruto somou 10,7 milhões de toneladas, queda anual de 2,9%. Na mesma base de comparação, as exportações subiram 23,3%, para 3,8 milhões de toneladas, enquanto as importações caíram 5%, para 2,1 milhões de toneladas.

O Aço Brasil divulgou também o Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA), referente ao mês de maio. O indicador cresceu 8,2 pontos para 59,9 pontos e atingiu o maior patamar desde outubro de 2024.

“Todos os componentes do ICIA registraram aumento frente ao mês anterior, embora os indicadores sobre a situação atual e perspectivas sobre a economia brasileira se mantenham abaixo de 50 pontos, o que indica falta de confiança”, afirmou o superintendente de economia do Instituto Aço Brasil, Marcelo de Ávila.

 
Fonte: Valor
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 25/05/2026

 

Produção global de aço cai 1,9% em abril

A worldsteel divulgou que a produção de aço bruto atingiu 153,4 milhões de toneladas em abril de 2026, uma queda de 1,9% sobre o mesmo mês do ano passado. A Ásia e Oceania produziram 114,2 milhões de toneladas em abril, recuo de 1,3% na comparação com abril de 2025. Entre os países asiáticos, a China produziu 83,6 milhões de toneladas em abril de 2026 e caiu 2,8% em abril, enquanto a Índia registrou 13,8 milhões de toneladas no mês, 3,9% a mais que em abril de 2025. A produção japonesa cresceu 0,3% e a coreana 4,8%, respectivamente, no mês, com volumes de 6,6 e 5,2 milhões de toneladas de aço bruto em abril deste ano.

A produção africana (Egito, Líbia e África do Sul) totalizou 2,1 milhões de toneladas de aço bruto em abril, 11,5% superior em relação ao mesmo mês do último ano. Os países da Comunidade Europeia produziram 11 milhões de toneladas no mês, 1,8% a menos na comparação com abril de 2025. Apesar disso, a produção alemã avançou 9,5% em abril de 2026, para 3,2 milhões de toneladas de aço bruto.

A Comunidade dos Países Independentes da ex-URSS produziu 6 milhões de toneladas e caiu 13,4% na comparação com abril do ano passado. A Rússia teve uma produção estimada de 5 milhões de toneladas e recuou 12,4% sobre abril do último ano. Outros países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia, Reino Unido, produziram 3,6 milhões de toneladas em abril, um acréscimo de 4,2% sobre abril de 2025. O Oriente Médio (Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos) produziu 3,7 milhões de toneladas e despencou 27,3% na comparação com abril do último ano.

A região da América do Norte produziu 9,4 milhões de toneladas de aço bruto em abril, aumento de 6,9% em relação ao mesmo mês de 2025. Do total, os Estados Unidos responderam por 7,2 milhões de toneladas, 9,4% superior sobre abril de 2025. A América do Sul produziu 3,4 milhões de toneladas de aço bruto em abril de 2026, um incremento de 3,1% na comparação com o mesmo mês do último ano. Em abril, o Brasil teve produção estimada de 2,7 milhões de toneladas de aço bruto, mas registrou volume 2,8% superior quando comparado a um ano antes. No primeiro quadrimestre de 2025, a produção mundial somou 613,3 milhões de toneladas de aço bruto, o que corresponde a uma queda de 2%, quando comparada com o mesmo período do ano anterior.

 
Fonte: Brasil Mineral
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 25/05/2026

 

Mercado de aço registra queda nas vendas em abril, mas setor mantém expectativa de crescimento moderado

As vendas de aços planos pela rede de distribuição ligada ao Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) registraram queda de 10,8% em abril na comparação com março, totalizando 314 mil toneladas comercializadas. Em relação ao mesmo mês de 2025, a retração foi mais moderada, de 1%, refletindo um cenário de desaceleração pontual no setor, mas ainda sem indicar uma retração estrutural da atividade.

Apesar do recuo mensal, a expectativa do setor para maio é de recuperação parcial. Segundo o Inda, compras e vendas devem avançar cerca de 10% frente ao desempenho de abril. Ainda assim, no acumulado entre janeiro e maio, a projeção permanece levemente negativa, com queda estimada de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O presidente do Inda, Carlos Jorge Loureiro, avalia que o mercado segue em trajetória de estabilidade moderada ao longo de 2026. “Estamos caminhando para crescimento de 1% a 2% no ano”, afirmou.

O desempenho recente do setor ocorre em meio a um ambiente de ajustes na cadeia de distribuição e de mudanças no fluxo internacional do aço. As importações apresentaram forte retração em abril, com queda de 38,6% frente a março e de 43,2% na comparação anual, encerrando o período em 166,6 mil toneladas.

Segundo Loureiro, parte desse movimento está relacionada às diferenças de competitividade entre os fornecedores internacionais. Na avaliação do executivo, os produtos chineses continuam apresentando vantagens logísticas e comerciais em relação a outros mercados exportadores, cujos custos permanecem mais elevados.

A expectativa do setor é de que as importações encerrem 2026 em patamar inferior ao registrado no ano anterior, podendo recuar entre 20% e 40%, dependendo das condições do mercado internacional e da demanda doméstica ao longo dos próximos meses.

Enquanto as importações perderam força, as exportações brasileiras de aço registraram avanço expressivo. Em abril, os embarques cresceram 74% na comparação com o mesmo período de 2025, alcançando 887,5 mil toneladas. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda europeia, em um contexto de redução da dependência de produtos chineses por parte de países do continente.

O comportamento dos estoques também chamou atenção no período. O volume armazenado pela rede distribuidora subiu 1,7% em abril, atingindo 1,157 milhão de toneladas, com giro equivalente a 3,7 meses. Para o setor, a tendência de alta nos preços pode levar as empresas a adotarem uma postura mais cautelosa na recomposição de estoques nos próximos meses.

As compras realizadas pelos distribuidores somaram 333 mil toneladas em abril, recuo de 6,1% frente a março. Na comparação anual, porém, houve crescimento de 4%, sinalizando manutenção gradual da atividade industrial e da demanda em alguns segmentos consumidores de aço.

Embora o mercado ainda opere em ritmo moderado, os dados do Inda indicam um cenário de acomodação após períodos de maior volatilidade nos fluxos de importação e nos preços internacionais. O avanço das exportações e a expectativa de recuperação nas vendas ao longo dos próximos meses reforçam a percepção de estabilidade relativa para o setor em 2026, ainda que em um ambiente de cautela por parte da cadeia de distribuição.

 
Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 22/05/2026