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Novos projetos, parcerias e políticas são necessários para lidar com os riscos na cadeia de suprimentos de terras raras

Os elementos de terras raras estão rapidamente se tornando prioridade nas políticas globais de energia, transporte, manufatura avançada e tecnologias digitais. A demanda continua a crescer, enquanto as cadeias de suprimentos permanecem altamente concentradas, de acordo com um novo relatório da AIE (Agência Internacional de Energia), elaborado para subsidiar as discussões do G7 deste ano.

A importância dos 17 elementos de terras raras que sustentam uma ampla gama de tecnologias – de veículos elétricos e data centers de IA a robótica e sistemas de defesa – cresceu acentuadamente nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo uso crescente de ímãs permanentes de alto desempenho. A demanda por terras raras para ímãs – notadamente neodímio, praseodímio, disprósio e térbio – dobrou desde 2015 e a previsão é de um aumento de mais de 30% até 2030, segundo o novo relatório, “Rare Earth Elements: pathways to secure and diversified supply chains”, que visa fornecer suporte analítico para as discussões durante a presidência francesa do G7 em 2026. Com a aceleração da automação e da digitalização, o relatório mostra que a demanda por terras raras para ímãs continuará crescendo após o final desta década, considerando o cenário político atual.

“Os elementos de terras raras são indispensáveis ??para muitas das tecnologias que moldam a Era da Eletricidade e nossas economias cada vez mais digitalizadas, mas suas cadeias de suprimentos continuam entre as mais concentradas de todos os minerais críticos”, diz Fatih Birol, diretor executivo da AIE. “As recentes interrupções evidenciaram a rapidez com que essas vulnerabilidades podem se traduzir em riscos econômicos reais. Para solucioná-las, serão necessários investimentos contínuos, medidas de resiliência mais robustas e uma cooperação internacional mais profunda.”

Entre todos os minerais críticos analisados ??pela AIE, as terras raras estão entre os mais concentrados geograficamente em cada etapa da cadeia de valor. Atualmente, a China responde por cerca de 60% da produção global de terras raras para ímãs, enquanto sua participação no refino ultrapassa 90%. Seu domínio é ainda mais evidente nos segmentos a jusante, com quase 95% da produção de ímãs permanentes. Duas décadas atrás, a China representava apenas cerca de metade da produção global de ímãs permanentes.

Desenvolvimentos recentes trouxeram essas vulnerabilidades à tona com maior clareza. Os controles de exportação introduzidos pela China em 2025 levaram a interrupções significativas de curto prazo, com alguns fabricantes fora da China enfrentando dificuldades para garantir insumos essenciais e, em certos casos, tendo que reduzir a produção. Embora os fluxos tenham se recuperado posteriormente, o episódio destacou a potencial exposição das indústrias a jusante. O relatório constata que, se tais controles fossem totalmente implementados, até US$ 6,5 trilhões em atividade econômica fora da China poderiam estar em risco a cada ano, com os setores automotivo, eletrônico e de transporte sendo fortemente impactados.

Apesar da crescente conscientização desses riscos, o progresso rumo a uma oferta mais diversificada tem sido limitado. Os projetos atuais e planejados fora do fornecedor dominante estão muito aquém do necessário para atender à demanda projetada, segundo o relatório. Até 2035, espera-se que as capacidades existentes e anunciadas cubram apenas cerca de metade das necessidades de mineração, um quarto das necessidades de refino e menos de um quinto da demanda por ímãs fora da China. Isso aponta para uma lacuna cada vez maior, a menos que o investimento em diversificação seja acelerado. O relatório destaca um desequilíbrio notável nos esforços atuais de desenvolvimento da cadeia de suprimentos, com o número de projetos de produção de ímãs em desenvolvimento substancialmente menor do que o de projetos upstream. Os projetos de ímãs existentes e planejados fora da China representam apenas cerca de um terço da capacidade de mineração.

Preencher essa lacuna exigiria um crescimento substancial em toda a cadeia de valor, particularmente no refino e na fabricação de ímãs, que continuam sendo os principais gargalos. O relatório estima que serão necessários cerca de US$ 60 bilhões em investimentos na próxima década para desenvolver cadeias de suprimentos diversificadas. Embora significativo, esse investimento é modesto em comparação com a escala das potenciais perdas econômicas associadas a interrupções no fornecimento.

A reciclagem e a inovação oferecem importantes caminhos complementares. A reciclagem, por si só, tem o potencial de reduzir a necessidade de suprimento primário em até 35% até 2050, enquanto os avanços em tecnologias inovadoras de produção e substituição podem aliviar a pressão sobre os elementos mais limitados.

O relatório observa que a diversificação não se resume ao planejamento de novos projetos. Há um desafio ecossistêmico mais amplo, que engloba gargalos em tecnologia, equipamentos, maquinário e habilidades, os quais precisam ser superados para que os projetos se tornem competitivos.

Segundo o relatório, alcançar cadeias de suprimento de terras raras seguras e resilientes exigirá uma abordagem abrangente e coordenada. Dada a distribuição geográfica de recursos, capacidades e demanda industrial, nenhum país isoladamente pode construir cadeias de valor totalmente integradas. O fortalecimento da cooperação internacional será essencial para alinhar investimentos e apoiar o desenvolvimento de projetos, com base em redes de suprimento mais diversificadas e sustentáveis.

O relatório descreve oito ações práticas para apoiar a diversificação, incluindo o fortalecimento da preparação para emergências, a ampliação dos investimentos em etapas-chave da cadeia de valor, a aceleração da inovação tanto do lado da oferta quanto da demanda e a melhoria da transparência de preços.

 
Fonte: IPESI
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 13/04/2026

 

ArcelorMittal celebra Dia Nacional do Aço

Maior produtora de aço no Brasil e líder global, a ArcelorMittal celebrou ontem, quinta-feira, 9, o Dia Nacional do Aço, com foco em inovação e no desenvolvimento de soluções de alto valor agregado para fortalecer sua competitividade no mercado nacional.  

A empresa mantém investimentos contínuos no avanço do aço inteligente, que integra tecnologia de ponta, eficiência dos processos e energética e sustentabilidade. Esses esforços resultam no desenvolvimento de materiais resistentes, de alta qualidade e sustentáveis, voltados para setores estratégicos como construção civil, automotivo e infraestrutura, reforçando o pioneirismo e o DNA inovador da empresa.  

Para assegurar que todas essas soluções cheguem aos clientes, a ArcelorMittal conta com a maior rede de distribuição e serviços do país. Com mais de 100 unidades distribuídas em todas as regiões brasileiras, a rede amplia a capilaridade e a proximidade com os consumidores. A empresa responde hoje por 42% da produção nacional de aço bruto.  

Programa XCarb® - Um dos destaques é o programa XCarb®, que reúne todas as iniciativas da companhia para a produção de aço com baixa pegada de carbono. A linha XCarb® atende diferentes segmentos, com soluções voltadas tanto para a construção civil quanto para aplicações industriais.  

Na construção civil, a linha XCarb®, que inclui vergalhões CA50 e bobinas de aços planos, é protagonista em edifícios residenciais de alto padrão e projetos sustentáveis. Os produtos estão em linha com a nova tendência de industrialização da construção civil, ao evitar desperdício de material no canteiro de obras e agilizar prazos de entrega de obras. Para o setor industrial, o portfólio inclui produtos como a Barra Chata Mola XCarb® e o Perfil U XCarb®, amplamente aplicados na indústria automotiva, além da Cantoneira XCarb®, utilizada em diferentes aplicações industriais.  

Complementando esse portfólio tecnológico, a empresa tem ainda o Magnelis®, revestimento de zinco, alumínio e magnésio que oferece propriedades de autocicatrização e resistência superior à corrosão, ideal para ambientes agressivos e áreas litorâneas.  

Outro avanço significativo da empresa é o desenvolvimento de aços de alta resistência produzidos de forma pioneira no Brasil, como o ArcelorMittal CA70 S, que apresenta até 40% mais resistência à tração em comparação ao CA50 convencional e está sendo utilizado na construção do Senna Tower, em Balneário Camboriú (SC), futura maior torre residencial do mundo.  

Entre essas soluções também está a Cantoneira 60+, desenvolvida para aplicações que exigem elevado desempenho estrutural, com foco em torres de transmissão de energia, além de usos em equipamentos industriais, estruturas metálicas e outros projetos que demandam maior desempenho do aço.  

Ainda na construção civil, a ArcelorMittal consolidou a Steligence, uma metodologia mundial que avalia cada empreendimento de forma inteligente, considerando três pilares da sustentabilidade: econômico, ambiental e social. Para apoiar essa jornada, a empresa conta com um time de especialistas dedicado a propor as soluções em aço mais otimizadas e aderentes às necessidades de cada projeto, da fundação à cobertura.  

Com o Steligence, é possível reduzir o consumo de materiais, aumentar a durabilidade das estruturas, otimizar prazos de obra e minimizar impactos ambientais. Tudo isso com mais segurança e produtividade no canteiro.  

CRIAÇÃO DE VALOR - “A inovação faz parte do DNA da ArcelorMittal e está presente em todas as etapas da nossa produção. O aço que entregamos ao mercado, feito no Brasil, combina segurança, qualidade mundial e contribui diretamente para a geração de emprego, renda e desenvolvimento para o país. Acreditamos que inovar é criar valor para os negócios, impulsionando uma trajetória de crescimento sustentável que assegura a longevidade da empresa. Isso só é possível graças às pessoas que integram nosso time e que, todos os dias, transformam desafios em oportunidades e resultados concretos”, diz Jorge Oliveira, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Planos Latam.  

“Ao integrar tecnologias avançadas e soluções customizadas, a ArcelorMittal não apenas resolve problemas específicos da cadeia produtiva, mas estabelece uma distinção competitiva sólida, preparando o negócio e a sociedade para os desafios do futuro. Essa capacidade de antecipar demandas e transformar conhecimento em desempenho nos posiciona com mais agilidade e eficiência em mercados cada vez mais exigentes. Competitividade, para nós, é resultado de inovação aplicada, proximidade com os clientes e evolução contínua dos nossos processos”, afirma Everton Negresiolo, CEO ArcelorMittal Aços Longos Latam.    

PORTFÓLIO - Portfólio completo de produtos e soluções da ArcelorMittal Brasil atende atualmente mais de 100 mil clientes por ano e contribui para ganhos de produtividade, redução de custos e melhoria de desempenho em diferentes aplicações. Ao transformar o feedback dos clientes em inovação, a empresa fortalece o relacionamento com o mercado e amplia o valor entregue em eficiência, sustentabilidade e desempenho nas obras e indústrias.   

O aço ArcelorMittal está presente em grandes obras no Brasil e em alguns dos principais cartões-postais do país, como a Ponte Rio-Niterói (RJ), o Elevador Lacerda (BA), a Arena MRV (MG) e o Memorial da América Latina.  

Maior produtor de aço no Brasil e líder no mercado global, o Grupo ArcelorMittal tem cerca de 125 mil empregados, sendo 20 mil na operação brasileira, e atende a clientes em 129 países. No país, a empresa tem unidades industriais em oito estados (MG, ES, RJ, SC, CE, BA, SP e MS), além da maior rede de distribuição e do portfólio mais diversificado do setor de produtos e soluções em aço. Foi a primeira empresa das Américas a obter o ResponsibleSteel, uma das certificações em ESG mais respeitadas no mundo, o que reforça o propósito de produzir aços inteligentes para as pessoas e o planeta.  

As plantas brasileiras têm capacidade de produção anual de 15,5 milhões de toneladas de aço bruto e de 8 milhões de toneladas de minério de ferro e atendem às indústrias automobilística, construção civil, eletrodomésticos, óleo e gás, máquinas e equipamentos, dentre outras. A empresa atua, ainda, em autogeração de energia renovável, produção de carvão vegetal e tecnologia da informação. Ao unir sustentabilidade, segurança, inovação e qualidade, a ArcelorMittal impulsiona o desenvolvimento social e econômico do país e dos brasileiros. Nas áreas sociais e de saúde, o grupo mantém a Fundação ArcelorMittal, com iniciativas que já impactaram mais de 11 milhões de pessoas em 38 anos de história, e a Abertta Saúde, operadora de autogestão em saúde exclusiva para empregados e familiares, com atendimento a aproximadamente 58 mil pessoas. 

 
Fonte: Diário do Nordeste
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 10/04/2026

 

Dia Nacional do Aço celebra a força que sustenta o Brasil moderno

Celebrado em 9 de abril, o Dia Nacional do Aço vai muito além de uma simples data comemorativa: ele simboliza a base sobre a qual o Brasil construiu grande parte de sua industrialização e continua a projetar seu futuro. Presente em praticamente todos os setores produtivos, o aço é um dos materiais mais estratégicos para o crescimento econômico, a geração de empregos e a inovação tecnológica.

Da construção de pontes e edifícios à fabricação de automóveis, eletrodomésticos e máquinas industriais, o aço é um elemento indispensável na vida moderna. Mesmo quando invisível ao consumidor final, ele está presente em estruturas, equipamentos e processos que sustentam a produção em larga escala e garantem o funcionamento da economia.

A base que move a indústria

Formado principalmente pela liga de ferro e carbono, o aço se destaca por características como resistência, durabilidade e versatilidade. Essas qualidades fazem dele um material insubstituível em setores como construção civil, indústria automobilística, energia, logística e infraestrutura.

No Brasil, sua importância ganha ainda mais relevância. O país figura entre os maiores produtores mundiais de aço bruto, com um parque industrial robusto e empresas que atuam tanto no mercado interno quanto no cenário internacional. Essa cadeia produtiva movimenta bilhões de reais anualmente e é responsável por milhares de empregos diretos e indiretos.

Mais do que um insumo, o aço é um verdadeiro motor econômico. Ele impulsiona obras de infraestrutura, viabiliza avanços industriais e acompanha o crescimento urbano, sendo fundamental para o desenvolvimento sustentável.

Uma história marcada pela industrialização

A origem do Dia Nacional do Aço remonta a um dos momentos mais emblemáticos da história econômica brasileira: a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em 9 de abril de 1941. A fundação da primeira grande usina integrada do país marcou o início de uma nova era para a indústria nacional.

Instalada em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, a CSN se tornou símbolo do avanço industrial brasileiro e da busca por autonomia produtiva. A partir dela, o Brasil deu passos decisivos rumo à consolidação de sua base industrial, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo sua economia.

Desafios e oportunidades no presente

Hoje, o setor siderúrgico brasileiro enfrenta desafios importantes, como a competitividade global, a oscilação de preços internacionais e a necessidade de inovação constante. No entanto, também se abre um campo promissor de oportunidades.

A busca por processos mais sustentáveis, a adoção de tecnologias limpas e a economia circular colocam o aço no centro das discussões sobre o futuro da indústria. Reciclável e altamente reutilizável, o material se alinha às demandas por uma produção mais consciente e eficiente.

Além disso, investimentos em infraestrutura, transição energética e modernização industrial tendem a ampliar ainda mais a demanda por aço nos próximos anos.

Um futuro moldado em aço

Celebrar o Dia Nacional do Aço é reconhecer não apenas a importância de um material, mas o papel estratégico de toda uma cadeia produtiva que sustenta o desenvolvimento do país. É também uma oportunidade para refletir sobre inovação, sustentabilidade e competitividade.

Mais do que parte do passado, o aço segue sendo protagonista do futuro. Em um mundo em constante transformação, ele continua moldando cidades, impulsionando tecnologias e fortalecendo economias — inclusive a brasileira.

Neste 9 de abril, o aço reafirma sua posição como um dos pilares invisíveis, porém indispensáveis, da sociedade moderna.

 
Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 09/04/2026

Com a taxa Selic quase chegando aos 15% o Brasil passa a figurar a vice-liderança como o segundo maior juro real do mundo

O Banco Central, por meio da reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária), decidiu recentemente aumentar a taxa básica de juros, a Selic, para 15% em mais uma tentativa de controlar a inflação. Esse movimento reflete a preocupação com os índices de preços acima da meta e busca frear o consumo e os investimentos, principalmente na tomada de crédito rural, reduzindo a pressão inflacionária. No entanto, o aumento da Selic impacta diretamente os juros cobrados em empréstimos e financiamentos, afetando os produtores rurais que tomaram crédito nos últimos anos, seja para financiar a safra ou na compra de tratores, agrícolas e implementos. máquinas agrícolas e implementos.

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação, entretanto desestimula os investimentos. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito – tomado por empresários – e desencoraja a produção e o consumo. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Os financiamentos podem ficar mais onerosos à partir de agora, ou até mesmo os créditos rurais tomados nos últimos anos, atrelados a Taxa Selic, podem ser reajustados. Por isso é importante ficar de olho nas dívidas, em alguns casos pode ser interessante quitar as dívidas atuais ou até mesmo estender o prazo de pagamento.

Mas não é só de crédito rural oferecido pelo governo que o produtor rural vive. A empresa ConsulttAgro, das consultoras financeiras Gabriela Rodrigues Tainara Casagrande, é um exemplo disso.

As empresárias são especialistas em captação de recursos para o setor do agronegócio, com taxas a partir de 3% a.a. e 20 anos para pagar, oferecendo ótimas condições para aquisição de áreas rurais e compra de maquinário, com taxas atrativas e condição de pagamentos facilitadas, incluindo plano safra. Juntas somam mais de 10 anos no mercado financeiro e já liberaram mais de R$ 700 milhões em crédito para os produtores rurais. As profissionais trabalham em parceria com mais de 20 instituições financeiras bancárias, administradoras de crédito privada e fundos de investimentos, buscando sempre a melhor linha de crédito e direcionamento para cada cliente. “Bom, nosso primeiro passo é sempre identificar a necessidade do cliente, garantias que possui, cadastro e faturamento. Buscamos sempre a melhor taxa, custo de operação e prazos de pagamentos que se adequam ao perfil do produtor” – ressaltou a profissional. Tainara destaca que as garantias que o produtor rural possui e prazo para o pagamento da dívida são determinantes para alcançar melhores condições.

“A garantia vai depender da linha de crédito que adequa ao perfil de cada cliente, temos linhas que o próprio imóvel serve, 1×1, até linhas que solicitam garantia 3×1. Por isso, no primeiro contato é primordial que as informações sejam claras e objetivas” – nos revelou a consultora. Mateus Ferraz, da Fazenda Santa Helena em Água Limpa, Goiás, nos disse que um diferencial das consultoras é o atendimento, e que durante todo o processo recebeu ajuda para liberação do crédito. “Estava procurando um crédito para aquisição de uma área vizinha minha, o banco não liberou. Encontrei a página na internet e vi que eles tinham parceria com várias plataformas que me trouxe mais segurança para negociação, consegui o crédito com uma taxa boa e prazo de pagamento de 15 anos. Elas sempre foram muito atenciosas e me ajudaram em todo processo” – disse Mateus.

A empresa consolidou-se nos últimos anos fornecendo crédito para quem produz, prova disso são os números de 2025, no ano passado a empresa assessorou operaçãoes que somaram R$ 2,2 bilhões de recursos para o Agronegócio, atendendo clientes do Brasil todo, com valores solicitados a partir de R$ 150 mil até R$ 150 milhões.

 
Fonte: Notícias Agrícolas
Seção: Indústria & Economia
Publicação: 09/04/2026

 

Cenário econômico do 1º trimestre de 2026 preocupa indústrias processadoras do aço

O início de 2026 é marcado por um cenário de desaceleração gradual da economia brasileira, com crescimento moderado, juros ainda elevados e atividade industrial perdendo fôlego.

As indústrias processadoras de aço, representadas pela Abimetal-Sicetel (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço), seguem operando sob pressão em um ambiente que combina a demanda ainda enfraquecida e o aumento da concorrência externa. O desempenho do primeiro trimestre permanece abaixo do observado no mesmo período do ano passado, indicando que que ainda não há recuperação.

O cenário reforça os desafios de competitividade enfrentados pela indústria nacional em um contexto de transformações no mercado global. Dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentam uma queda na produção industrial de 8%, comparando fevereiro de 2025 com o mesmo mês em 2026.

“O resultado reflete um ambiente de demanda fragilizada, ao mesmo tempo em que se intensificam fatores externos que impactam a competitividade da indústria nacional”, explica Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel.

Nesse contexto, as importações de produtos processados de aço seguem como um dos principais elementos de atenção. Embora o primeiro bimestre de 2026 tenha registrado queda de 10,8% em volume e 13,8% em valor frente ao mesmo período de 2025, o movimento ocorre após um ciclo prolongado de crescimento. Entre 2019 e 2025, o volume importado avançou cerca de 95%, ultrapassando 821 mil toneladas, consolidando uma mudança estrutural no padrão de abastecimento do mercado brasileiro. Paralelamente, observa-se a redução dos preços médios internacionais, ampliando a pressão competitiva sobre os produtores domésticos, segundo dados de relatório elaborado pela Abimetal-Sicetel.

Pressão externa persistente e elevação de custos intensificam desafios

A análise desagregada das importações indica que a desaceleração recente não ocorre de forma uniforme entre os segmentos. De acordo com o relatório econômico da associação, 96 produtos avaliados, 49 registraram aumento no início de 2026, sendo 36 com crescimento superior a 10%, o que evidencia uma redistribuição da competitividade externa em nichos específicos. A China permanece como principal origem, concentrando 58,9% do volume importado, com diferencial relevante de preços em relação ao mercado interno - em alguns casos, até 40% inferiores -, o que amplia o deslocamento da produção nacional em diversos segmentos.

“Os dados mostram um avanço consistente em segmentos estratégicos, com destaque para a presença crescente de produtos importados, especialmente da China. Esse movimento, associado a diferenças relevantes de preços, acaba criando distorções competitivas importantes e ampliando o deslocamento da produção nacional. É um processo que merece maior atenção do Governo Federal, pois impacta diretamente a sustentabilidade da indústria brasileira ao longo da cadeia”, afirma o presidente da Abimetal-Sicetel.

Ao mesmo tempo, o ambiente internacional apresenta uma inflexão na trajetória de preços do aço e de seus insumos. O minério de ferro acumula alta de 2,8% no início de 2026, enquanto produtos como a bobina a frio de aço inoxidável registram elevação superior a 8%. Esse movimento, associado à expectativa de restrições de oferta no mercado asiático e à elevação dos custos logísticos, tende a pressionar a estrutura de custos da indústria processadora brasileira, reduzindo margens em um contexto de forte concorrência com produtos importados.

Para Martins, o cenário exige atenção contínua. “O setor enfrenta um desequilíbrio relevante entre custos e preços. A permanência de importações em níveis elevados, associada à elevação dos custos de insumos, compromete a competitividade da indústria nacional e reforça a necessidade de medidas que promovam condições mais equilibradas de concorrência”, defende.

Diante desse panorama, a expectativa é que o segundo trimestre do ano siga desafiador para o setor de processamento do aço. A possível manutenção de custos elevados de insumos e a dinâmica do mercado internacional podem influenciar, a longo prazo, o desempenho da indústria nacional.

“A indústria brasileira está no limite de sua capacidade de adaptação a momentos desafiadores. O governo brasileiro precisa estar atento a essas dificuldades, pois o momento requer políticas públicas de defesa da indústria. Cabe ao governo intensificar o combate às importações subfaturadas, que afetam diretamente a competitividade da indústria, ao mesmo tempo que deixam de recolher tributos, o que poderia justificar o aumento do efetivo de fiscalização para combater esses ilícitos”, pontua o presidente da Abimetal-Sicetel.

 
Fonte: Assessoria de Imprensa
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 08/04/2026

 

Importação de aço deve desacelerar nos próximos meses, apontam analistas

Com as decisões recentes do governo de aplicar medidas antidumping sobre o aço vindo da China e da Índia, desde fevereiro, analistas já têm visto sinais de desaceleração na importação.

Segundo o Citi, os dados de fevereiro apontam uma desaceleração nas importações. “Ao mesmo tempo, os custos de frete aumentaram tanto para o aço plano quanto para o aço longo, elevando o custo final do material importado e atuando como uma barreira parcial à penetração das importações”, afirmou o banco em relatório.

“Esse efeito foi parcialmente compensado pelo real ainda relativamente forte. Interpretamos esses movimentos como parcialmente ligados à dinâmica comercial, incluindo as expectativas em torno das medidas antidumping, que já estão influenciando o comportamento dos preços e o momento das importações”, conclui o Citi.

Em fevereiro, o governo brasileiro concluiu as investigações e definiu a aplicação do direito antidumping definitiva por até cinco anos. O dumping é uma forma de concorrência desleal, em que um país exporta produtos a preços mais baixos que os do mercado local e prejudica a produção do país importador. Quando o dumping é comprovado, o governo pode aplicar uma taxa adicional ou definir uma cota de importação.

Para os laminados planos a frio, a cobrança sobre a tonelada vai de US$ 322,93 a US$ 670,02. Aos laminados planos revestidos, de US$ 284,98 a US$ 709,63.

Na visão do UBS BB, as medidas do governo para reduzir a importação de aço têm sido favoráveis: “Temos defendido que os investidores em aço devem dar preferência a regiões protegidas, a fim de limitar a exposição às dinâmicas globais desafiadoras de oferta e demanda e aos fluxos de exportação chineses. Agora, estamos mais confiantes na capacidade do Brasil de defender sua indústria siderúrgica nacional, já que as medidas antidumping recentemente implementadas abrangem atualmente cerca de 40% do total das importações do país, com mais medidas a caminho.”

Para o banco, períodos de aumento do protecionismo estão entre os poucos pontos de inflexão que levam os investidores a adotarem uma postura mais construtiva em relação às ações do setor siderúrgico, como foi o caso nos Estados Unidos, na União Europeia e no México.

A indústria siderúrgica latinoamericana enfrenta um cenário desafiador, segundo a Associação Latinoamericana do Aço (Alacero), marcado por uma desaceleração econômica global e uma crescente pressão externa decorrente do avanço do aço chinês nos mercados, com excesso de capacidade e concentração nas cadeias de abastecimento. “A elevada incerteza internacional, as mudanças nas políticas comerciais das principais economias e as tensões geopolíticas condicionam ainda mais o contexto regional”, afirma a associação em relatório.

Para a Alacero, 2026 deve ser um ano crucial para organizar a agenda de defesa comercial e avançar em uma estratégia regional coordenada que fortaleça a competitividade da cadeia de valor do aço na região. “Na Alacero, estamos convencidos de que a América Latina não está condenada a ser apenas fornecedora de matérias-primas: ela tem tudo para ser também o coração industrial de seu próprio desenvolvimento”, disse Ezequiel Tavernelli, diretor-executivo da Alacero, em nota.


 
Fonte: Valor
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 07/04/2026