Notícias

Distribuidores de aço esperam estabilidade de vendas em outubro ante setembro, diz Inda

As vendas de aços planos no Brasil por distribuidores devem ficar estáveis em outubro ante setembro, a 361,7 mil toneladas, estimou nesta quinta-feira a Inda, associação que representa o setor.

Em setembro, as vendas de aços planos pelos distribuidores subiu 10,6% ante o mesmo mês do ano passado, acumulando nos nove primeiros meses de 2025 alta de 1,1%, a 2,98 milhões de toneladas.

Em dias úteis, o Inda estimou que as vendas de setembro corresponderam a 16,4 mil toneladas.

O setor terminou o terceiro trimestre com estoque de 1 milhão de toneladas, um crescimento de 11,2% sobre o mesmo período do ano passado e queda de 0,2% ante agosto. O volume representa cerca de 3 meses de comercialização, afirmou o Inda em apresentação a jornalistas.

Fonte: Trading View
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 24/10/2025

 

Produção global de aço cai 1,6% em setembro, puxada pela China

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 141,8 milhões de toneladas em setembro de 2025, uma queda de 1,6% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 102,9 milhões de toneladas em setembro, um recuo de 2,1% sobre setembro de 2024. Apenas a China produziu 76,5 milhões de toneladas, 4,6% a menos que em setembro do ano passado, enquanto a Índia produziu 13,6 milhões de toneladas no mês, um incremento de 13,2% sobre o mesmo mês do último ano. Japão e Coreia do Sul produziram 6,4 milhões de toneladas e 5 milhões de toneladas de aço bruto em setembro, respectivamente, com quedas de 3,7% e 2,4% na comparação com o mesmo mês de 2024.

Os países do Bloco Europeu produziram 10,1 milhões de toneladas de aço em setembro de 2025, ou 4,5% a menos que no mesmo mês de 2024, sendo que a Alemanha produziu 3 milhões de toneladas e viu a produção cair 0,6% no mês. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 3,6 milhões de toneladas, um crescimento de 1,4% sobre setembro de 2024. A Turquia produziu 3,2 milhões de toneladas, 3,3% a mais que em setembro do ano passado. A África – Egito, Líbia e África do Sul – produziu 2 milhões de toneladas de aço bruto em setembro, 8,2% superior na comparação com setembro do último ano. Já os países da CIS produziram 6,2 milhões de toneladas, 5,3% a menos que no mesmo mês de 2024, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 5,2 milhões de toneladas, o que representa decréscimo de 3,8% sobre setembro de 2024.

Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 4,6 milhões de toneladas de aço bruto, 9,6% a mais que em setembro de 2024, com o Irã produzindo 2,3 milhões de toneladas no mês, uma alta de 6% na comparação com setembro de 2024.

A produção na América do Norte cresceu 1,8% em setembro de 2025, somando 8,8 milhões de toneladas. Apenas os Estados Unidos produziram 6,9 milhões de toneladas, 6,7% a mais que em setembro de 2024, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,5 milhões de toneladas, 2,7% a menos do que em setembro de 2024. O Brasil teve produção de 2,8 milhões de toneladas e caiu 3,2% em setembro de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano até setembro, a produção mundial de aço bruto somou 1.373 bilhão de toneladas, o que representa um recuo de 1,6% em relação ao mesmo período do último ano.

 
Fonte: Brasil Mineral
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 24/10/2025

 

Produção global de aço cai 1,6% em setembro, puxada pela China

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 141,8 milhões de toneladas em setembro de 2025, uma queda de 1,6% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 102,9 milhões de toneladas em setembro, um recuo de 2,1% sobre setembro de 2024. Apenas a China produziu 76,5 milhões de toneladas, 4,6% a menos que em setembro do ano passado, enquanto a Índia produziu 13,6 milhões de toneladas no mês, um incremento de 13,2% sobre o mesmo mês do último ano. Japão e Coreia do Sul produziram 6,4 milhões de toneladas e 5 milhões de toneladas de aço bruto em setembro, respectivamente, com quedas de 3,7% e 2,4% na comparação com o mesmo mês de 2024.

Os países do Bloco Europeu produziram 10,1 milhões de toneladas de aço em setembro de 2025, ou 4,5% a menos que no mesmo mês de 2024, sendo que a Alemanha produziu 3 milhões de toneladas e viu a produção cair 0,6% no mês. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 3,6 milhões de toneladas, um crescimento de 1,4% sobre setembro de 2024. A Turquia produziu 3,2 milhões de toneladas, 3,3% a mais que em setembro do ano passado. A África – Egito, Líbia e África do Sul – produziu 2 milhões de toneladas de aço bruto em setembro, 8,2% superior na comparação com setembro do último ano. Já os países da CIS produziram 6,2 milhões de toneladas, 5,3% a menos que no mesmo mês de 2024, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 5,2 milhões de toneladas, o que representa decréscimo de 3,8% sobre setembro de 2024.

Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 4,6 milhões de toneladas de aço bruto, 9,6% a mais que em setembro de 2024, com o Irã produzindo 2,3 milhões de toneladas no mês, uma alta de 6% na comparação com setembro de 2024.

A produção na América do Norte cresceu 1,8% em setembro de 2025, somando 8,8 milhões de toneladas. Apenas os Estados Unidos produziram 6,9 milhões de toneladas, 6,7% a mais que em setembro de 2024, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,5 milhões de toneladas, 2,7% a menos do que em setembro de 2024. O Brasil teve produção de 2,8 milhões de toneladas e caiu 3,2% em setembro de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano até setembro, a produção mundial de aço bruto somou 1.373 bilhão de toneladas, o que representa um recuo de 1,6% em relação ao mesmo período do último ano.

 
Fonte: Brasil Mineral
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 24/10/2025

 

Setor siderúrgico pressiona governo Lula em meio a investigação sobre aço chinês

O setor siderúrgico brasileiro vive um momento de expectativa e tensão diante do avanço das investigações do governo sobre possíveis práticas de dumping nas importações de aço da China. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) deve concluir nos próximos meses a apuração que analisa indícios de que o aço chinês estaria sendo vendido no Brasil a preços inferiores aos de custo, configurando concorrência desleal.

A investigação, iniciada em abril de 2024, tem foco especial sobre o laminado a frio, um dos produtos mais afetados pela disparada das importações chinesas. Caso sejam confirmadas as irregularidades, o governo poderá aplicar medidas antidumping — como sobretaxas ou restrições temporárias — até o fim deste ano.

Os números reforçam a preocupação das empresas. Entre janeiro e setembro de 2025, a média mensal de importação de aço saltou 35%, passando de 255 mil toneladas, em 2024, para 345 mil toneladas neste ano. O aumento é atribuído, em grande parte, à entrada de produtos chineses com preços significativamente mais baixos, pressionando a indústria nacional e reduzindo margens de lucro.

A Usiminas, uma das principais siderúrgicas do país, é a primeira a divulgar os resultados do terceiro trimestre. Analistas de mercado já antecipam o impacto da “invasão chinesa” sobre o desempenho das companhias do setor, que vêm enfrentando queda nas vendas e aumento da ociosidade nas plantas industriais. Executivos e associações de classe têm intensificado o diálogo com o governo, argumentando que a manutenção desse cenário pode comprometer empregos e investimentos na cadeia produtiva.

Fontes próximas ao MDIC afirmam que o governo busca equilibrar a necessidade de proteger a indústria local com o compromisso de manter boas relações comerciais com a China, o principal parceiro econômico do Brasil. O tema é sensível para o governo Lula, que tenta reforçar o discurso de reindustrialização sem gerar ruídos diplomáticos com Pequim.

Além da investigação sobre o aço chinês, o ministério também abriu, recentemente, processos semelhantes contra importações de vergalhões e fios de aço provenientes do Egito, da Espanha e da Malásia. As apurações buscam determinar se há prática de dumping nesses produtos — classificados nos códigos NCM 7217.10.19 e 7217.10.90 — e, se confirmadas, poderão resultar em medidas compensatórias.

Enquanto isso, o setor siderúrgico segue em compasso de espera. O resultado das investigações será determinante para o rumo da indústria nacional em 2025 — um ano em que a concorrência internacional e a política industrial brasileira se encontram no centro do debate sobre o futuro do aço no país.

 
Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 23/10/2025

J.P. Morgan: Consumo de aço tem queda em setembro e importações permanecem como risco

O consumo aparente de aço no Brasil registrou queda de 4,6% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mas apresentou alta de 3,9% em relação a agosto, mantendo um crescimento acumulado de 4,7% no ano, diz o J.P. Morgan.

Os analistas Rodolfo Angele e Tathiane Martins Candini escrevem que, mesmo com queda nas importações em setembro, o volume no acumulado do ano ainda permanece elevado, com alta de 9,6%, principalmente devido aos aços planos.

Para eles, sem medidas antidumping oficiais, o mercado siderúrgico brasileiro continuará pressionado pela concorrência estrangeira, o que favorece companhias como Gerdau, com maior exposição ao mercado americano.

Em setembro, a queda anual na demanda foi puxada principalmente pela contração de 7,4% no consumo de aços planos, enquanto a alta mensal foi liderada pelos aços longos, enquanto vendas ficaram estáveis.

 

 
Fonte: Valor
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 22/10/2025

Safra recorde de grãos impulsiona indústria, mas infraestrutura ainda limita ganhos duradouros

A safra brasileira de grãos deve atingir 341,9 milhões de toneladas em 2025, o maior volume já registrado, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um crescimento de 16,8% em relação ao ano passado e reflete o bom desempenho do setor agrícola, sustentado por clima favorável, expansão da área plantada e ganhos de produtividade.

O diretor de Comércio Exterior da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil (Cisbra), Arno Gleisner, destaca que boa parte do salto produtivo é resultado da evolução tecnológica, apoiada na indústria nacional.

“O aumento das safras brasileiras tem mais a ver com produtividade e tecnologia. Boa parte dessa tecnologia é fornecida pela indústria brasileira, como a de máquinas agrícolas, fertilizantes, defensivos e equipamentos de transporte”, afirma. Ele lembra que esses segmentos já acumulam competência suficiente para atender a maior parte do mercado interno, reforçando o vínculo entre o agronegócio e a indústria de transformação.

O impacto direto do crescimento agrícola sobre a infraestrutura é inevitável — e, segundo Gleisner, continua sendo um dos principais gargalos para a competitividade. “No transporte, espera-se mais oferta ferroviária e hidroviária, além do aumento da capacidade dos terminais portuários. A armazenagem ainda é um problema, embora soluções emergenciais em períodos de pico tenham funcionado”, explica.

O executivo observa, contudo, que o cenário energético é mais favorável: “Não vemos restrição relacionada à energia. Pelo contrário, alguns grãos e seus derivados são importantes fontes de bioenergia, uma energia limpa em que o Brasil tem expertise e competitividade.”

Potencial

A safra recorde também deve gerar reflexos no comércio exterior, embora o efeito sobre o câmbio e a balança comercial seja moderado. “Apesar do aumento da demanda de outros mercados, particularmente na Ásia, ainda é a China quem tem o maior peso, ao redirecionar importações que fazia dos Estados Unidos para o Brasil e a Argentina. Mas não se trata de um movimento permanente”, avalia Gleisner. Ele pondera que o saldo comercial brasileiro teve leve retração neste ano e que não há expectativa de variação significativa na taxa de câmbio até o fim de 2025.

Para o diretor da Cisbra, o avanço do agronegócio não traz benefícios apenas conjunturais à indústria. “Máquinas agrícolas, equipamentos de transporte e produtos químicos são setores permanentemente beneficiados pelo agronegócio”, afirma. Ainda assim, ele reconhece que entraves estruturais — como o alto custo tributário, a carência de mão de obra qualificada e a defasagem logística — limitam o potencial de competitividade do país.

A reforma tributária, em tramitação, é vista pela entidade como um ponto de virada possível. “Ela pode simplificar o sistema, reduzir despesas e tornar mais justo o peso tributário nas cadeias produtivas”, defende. Já os investimentos em infraestrutura, lembra, exigem tempo e persistência. “São obras que levam anos para serem concluídas, como uma via férrea, mas que são indispensáveis para transformar ganhos de safra em desenvolvimento industrial duradouro.”

 
Fonte: Exame
Seção: Agro, Máquinas & Equipamentos
Publicação: 22/10/2025