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Setorial Siderurgia e Mineração | Novembro 2025

Desaceleração da produção e do consumo de aço na China continua, mas importações de minério de ferro seguem aquecidas. Nos EUA, a produção de aço continua avançando e os preços voltaram a se elevar.

Na China, o PIB avançou 4,8% a/a no 3T25, mostrando desaceleração em relação aos dois primeiros trimestres do ano, e levemente abaixo da meta do governo para 2025 (em torno de 5%). Já a produção industrial continuou em forte ritmo e atingiu 6,5% a/a em setembro, enquanto o PMI Industrial voltou recuar em outubro. Nesse contexto, a produção e o consumo de aço continuaram em queda tanto em relação ao mês anterior, como na comparação anual, e, no acumulado dos nove primeiros meses de 2025, retraíram 4,7% e 5,8 a/a, respectivamente. Diante da desaceleração do consumo, os preços de aço na região continuaram arrefecendo e encerraram o mês de outubro em US$ 470/t (-1,1% m/m).

Já nos EUA, as cotações da bobina laminada a quente voltaram a avançar e ficaram em US$ 851/t (+6,4% m/m) no fechamento de outubro. Dados mais recentes mostram que a produção de aço no país continuou avançando em setembro (+3,5% m/m e +12,4% a/a), mas os dados de importação de aço no país não foram divulgados em razão do shutdown.

As cotações de minério de ferro se mantiveram relativamente estáveis e encerraram o mês em ~US$ 105/t

Com relação ao minério de ferro, as importações na China se mantiveram aquecidas, e os estoques da commodity avançaram gradualmente ao longo de outubro e atingiram o maior patamar desde fevereiro/25. Ainda assim, as cotações de minério de ferro se mantiveram relativamente estáveis, e encerraram o mês em ~US$ 105/t. As cotações permaneceram acima dos US$ 100/t desde julho/2025, refletindo também o otimismo do mercado com relação à possível racionalização da indústria siderúrgica chinesa por meio do corte de produção pretendido pelo governo.

No Brasil, o consumo de aço se manteve em forte ritmo, enquanto as importações recuaram pelo segundo mês consecutivo

Apesar da redução de 2,3% m/m na produção de aço em setembro, o consumo aparente teve incremento de 3,9% m/m, e as vendas internas acompanharam o crescimento da demanda (+3,8% m/m). Já as importações, que já tinham recuado no mês de agosto, continuaram desacelerando (-9,6% m/m) e representaram 19,7% do consumo. Ainda assim, no acumulado do ano até setembro as importações totais somaram 5,1 Mt (+9,7% em relação ao mesmo período do ano anterior), sendo que na categoria de laminados o salto foi de 23,8% no período.

Exportações brasileiras de minério de ferro seguiram elevadas

As exportações de minério de ferro voltaram a acelerar em outubro e atingiram o segundo maior volume mensal da série histórica. Segundo dados preliminares referentes à primeira semana de novembro, o ritmo diário de embarques se manteve. No acumulado dos primeiros 10 meses de 2025, houve aumento de 19 Mt a/a no volume total embarcado pelo Brasil (+5,8% a/a).

 
Fonte: InvesTalk
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 12/11/2025

 

Aço Verde do Brasil vê pouco espaço para os EUA recuarem tarifas sobre o aço brasileiro

Apesar da recente aproximação entre Brasil e Estados Unidos, a presidente da Aço Verde do Brasil (AVB), Silvia Nascimento, não demonstra otimismo em relação a possíveis retrocessos do governo americano em relação às tarifas de 50% aplicadas a produtos brasileiros, entre eles o aço. “Não estou tão otimista", disse a executiva, em entrevista ao Valor.

"Não acho que o governo Trump vá voltar atrás e vai voltar as tarifas para 10%, como é com ferro-gusa e outras commodities que interessam a eles. Se houver, pode ser que ele reduza para 35%, que seria o melhor dos cenários”, afirmou.

Recentemente, o presidente Lula (PT) e Donald Trump se encontraram na Malásia e acertaram que suas equipes se reuniriam para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras – agenda que está em andamento. Segundo Nascimento, o gesto americano de iniciar conversas pode representar sinalização política, mas não necessariamente um recuo efetivo nas medidas de proteção à indústria dos EUA.

“O governo Trump deve sinalizar uma boa vontade de abrir um diálogo e pode voltar para tarifas da OMC [Organização Mundial do Comércio], mas não creio que volte a patamares anteriores”, disse.

O setor siderúrgico brasileiro tem sido um dos mais afetados pelas medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos. O ferro-gusa, matéria-prima usada na produção de aço, foi uma das poucas exceções: o governo americano aplicou tarifa de apenas 10% sobre o insumo, um alívio para produtores brasileiros.

Embora a maior parte das vendas da Aço Verde do Brasil esteja concentrada no mercado interno, a empresa acompanha com atenção os desdobramentos das negociações, diante da possibilidade de novos impactos sobre a competitividade do produto nacional no exterior.

Neste trimestre, a AVB embarcou 11 mil toneladas de ferro-gusa para a americana Big River, em operação que deve se repetir apenas uma vez mais, com nova remessa prevista para meados de novembro, devido a um prêmio adicional pago pelo cliente.

Silvia Nascimento, no entanto, avalia que essa movimentação é pontual e talvez esse movimento de exportação não se repita, já que a perspectiva é que, nos próximos trimestres, o setor siderúrgico no Brasil se recupere. Com a expectativa de uma retomada gradual da demanda doméstica, a Aço Verde do Brasil deve concentrar seus esforços no mercado interno.

Resultados do terceiro trimestre

A empresa registrou lucro líquido de R$ 12,1 milhões no terceiro trimestre de 2025, queda de 88,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando havia lucrado R$ 106,9 milhões. O resultado reflete a queda do preço do aço causada pela entrada de produtos importados, sobretudo da China, e em menor proporção, a redução no volume em função de troca de equipamentos.

Apesar de margens mais apertadas, a expectativa de melhora no segundo semestre se confirmou, puxada, principalmente, pelo aumento da demanda do segmento de construção civil. “O terceiro trimestre foi melhor do que o segundo e estamos vendo um quarto trimestre bastante positivo. Outubro foi mês recorde com sinais de recuperação de preços, entre 2% e 4% a depender do cliente”, diz a companhia.

 
Fonte: Valor
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 12/11/2025

 

Empresas de autopeças apostam no agro

A Agritechnica, maior feira de máquinas agrícolas do mundo, tem servido de vitrine não apenas para tratores e colheitadeiras, mas também para um setor que começa a enxergar o agro como nova fronteira de negócios: o de autopeças e componentes industriais. Empresas brasileiras do setor, reunidas pelo Sindipeças e Apex-Brasil, foram à Alemanha para medir o potencial de levar sua tecnologia — historicamente voltada à linha automotiva — ao campo.

A Suporte Rei, fabricante de componentes metálicos e de borracha para veículos pesados, é uma das que testam o terreno. “Nosso foco sempre foi caminhões e ônibus, mas, como temos fundição própria, começamos a produzir peças para o setor agrícola”, diz Antonio Carlos Benetão, um dos sócios, que participa pela segunda vez da feira.

“Estamos aqui para ver se tem continuidade. Fazemos feiras pelo mundo inteiro, mas a ideia é testar, porque nosso foco é linha pesada. Aqui conseguimos prospectar clientes e ver o interesse em metal-borracha, que é um segmento mais simples de desenvolver do que coxins de motor.”

Com 65 anos de operação, fábrica em Cajuru (SP) e faturamento anual entre R$ 400 milhões e R$ 450 milhões, a empresa ainda tem no agro uma fatia mínima do negócio, mas enxerga o setor como forma de diversificar a produção.

“Historicamente, o agro representa pouco, mas é um começo. Na parte de fundição, uma peça metálica agrícola pode ser desenvolvida em poucos dias, enquanto um componente automotivo com borracha leva meses. A feira é ótima para testar essas possibilidades e captar clientes que atuam tanto em rodoviário quanto agrícola”, afirma Benetão.

Também tradicional no setor automotivo, a Robiel Indústria, de Indaiatuba (SP), começa a olhar para o agro de forma mais estruturada. A empresa fabrica peças para sistemas de injeção diesel, desde caminhonetes e vans até caminhões e máquinas agrícolas, e exporta para a América do Sul e América do Norte. “Nosso produto já chega ao mercado agrícola por meio de terceiros. Agora queremos entender a dinâmica e ampliar a atuação direta”, afirma Arthur Bonachella, diretor da Robiel.

“A feira mostra que há espaço para fornecedores de componentes. Muitos dos nossos clientes de caminhões também atuam com máquinas agrícolas, então é um mercado que se complementa. Ninguém fecha negócio no primeiro dia, mas já conseguimos conversar com empresas que oferecem soluções que podem agregar ao nosso mix de produtos”, diz o executivo.

Com 40 anos de mercado e faturamento anual próximo de R$ 100 milhões, a Robiel vê a Agritechnica como um ponto de partida para entender concorrentes, conhecer players internacionais e abrir portas para exportação direta, especialmente na Europa, onde a presença ainda é incipiente.

No caso da DS Agro Sensores, de São José do Rio Preto (SP), o movimento é mais avançado. A empresa migrou parte de seu portfólio automotivo para o desenvolvimento de sensores aplicados à agricultura de precisão, como medidores de fluxo de sementes, sensores de pulverização e de bloqueio de adubo. “O agro ainda representa menos de 5% do nosso faturamento, mas é o setor com maior potencial de crescimento”, afirma Luana Schiavetto, representante da empresa.

A DS já fornece sensores originais a oito montadoras brasileiras de máquinas agrícolas e exporta para América Latina e EUA. “É uma visão nossa para diversificar a clientela. Identificamos oportunidades e demandas no setor agrícola. Concorrentes chineses e indianos têm custo muito menor, mas apostamos na qualidade, flexibilidade e no relacionamento com o cliente local”, diz.

A FBB, de Monte Alto (SP), completa o panorama das empresas brasileiras que enxergam no agro uma fronteira de expansão. A companhia fabrica peças para preparo do solo, plantio e cubos de rodas, fornecendo tanto a indústrias quanto ao mercado de reposição. “Somos referência na linha de preparo do solo, com separadores, eixos, portas, travas, arruelas e limpadores. Nos últimos três anos, estamos incorporando a linha de plantio, além da linha de cubos de rodas, que permite acoplar pneus e rodas em qualquer máquina agrícola”, detalha Rogério Matioli, representante da FBB.

A empresa já exporta para mais de 20 países e fornece a multinacionais como John Deere e Toyota. Apesar de enfrentar concorrência global, principalmente de companhias chinesas e indianas que tem custos menores, a FBB aposta em investimento em tecnologia, incluindo robôs e certificações internacionais, para reduzir gastos e melhorar prazos de entrega.

Com faturamento anual de cerca de R$ 100 milhões, a empresa espera crescer 20% a 30% em 2026, impulsionada pelo segmento de reposição, que mantém as máquinas em operação constante.

 
Fonte: Globo Rural
Seção: Agro, Máquinas & Equipamentos
Publicação: 12/11/2025

 

Aço importado pressiona indústria brasileira e acende alerta para fraudes e perda de competitividade

A indústria siderúrgica brasileira atravessa um novo ciclo de tensão, marcado pela combinação de concorrência predatória, demanda interna fraca e relatos crescentes de fraudes em importações. Embora os desembarques de aço no País tenham caído 17,9% entre julho e setembro de 2025, segundo o Instituto Aço Brasil (IABr), o impacto da entrada de material estrangeiro — especialmente de origem chinesa — continua comprometendo os resultados das principais empresas do setor.

Os balanços trimestrais de Usiminas, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Gerdau mostram um quadro heterogêneo, mas com tendência comum: margens apertadas e necessidade de reposicionamento estratégico. A Usiminas registrou queda de 7% nas vendas domésticas e receita 1,3% menor que a do mesmo período de 2024. A CSN teve retração de quase 10% no mercado interno e desempenho 12,4% pior na siderurgia. A Gerdau, menos exposta ao aço plano — principal alvo das importações — conseguiu expandir as vendas internas em 3,6% e as exportações em mais de 29%.

Segundo Virgílio Lage, da Valor Investimentos, o fluxo de aço importado “comprimiu preços e margens” das operações locais. A dificuldade é agravada por fatores externos, como o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre o aço brasileiro, que redirecionou parte das exportações nacionais a novos mercados. Ainda assim, analistas apontam que o problema central permanece dentro de casa: um mercado que premia o menor preço, mesmo à custa da qualidade.

Fraudes e aço “fantasma”

Nos bastidores do comércio de aço, cresce a preocupação com a entrada de produtos estrangeiros supostamente falsificados ou com qualidade adulterada. Relatos colhidos entre importadores e distribuidores indicam a chegada de bobinas galvanizadas e Galvalume — amplamente usadas na construção civil — com revestimentos e composições químicas diferentes das declaradas.

Uma das práticas mais citadas é o chamado “head and tail”, em que apenas o início e o fim da bobina têm a camada de zinco informada no rótulo, enquanto o miolo apresenta qualidade inferior. Há também casos de sobreposição de etiquetas, adulteração de certificados de qualidade e manipulação de composição química para alterar a classificação fiscal do produto, reduzindo tarifas de importação.

De acordo com um distribuidor ouvido pelo setor, cerca de 80% do aço Galvalume importado poderia ter algum tipo de irregularidade. “O mercado virou tóxico. Os materiais falsificados são vendidos até US$ 200 por tonelada mais baratos. As empresas sérias não conseguem competir”, disse um importador.

As denúncias apontam que o problema não se restringe aos fornecedores asiáticos, mas também envolve compradores e distribuidores locais que conscientemente adquirem produtos fora de especificação. “Setenta por cento das vezes, é o comprador que pede material de baixa qualidade. Ele sabe o que está comprando”, afirmou um trader.

Fiscalização insuficiente e riscos à segurança

A ausência de fiscalização eficaz nos portos brasileiros e a falta de cultura de verificação entre os consumidores finais permitem que o material irregular circule livremente. “O consumidor pede o preço mais baixo e não mede a espessura do zinco. Só percebe o problema quando o telhado enferruja em dois anos”, relatou outro distribuidor.

Entidades e especialistas defendem a criação de mecanismos de controle semelhantes aos do Inmetro, que poderiam estabelecer padrões mínimos de qualidade — como a obrigatoriedade do revestimento AZ150 para o aço galvanizado. Propostas incluem campanhas de conscientização, uso de medidores simples de espessura, e exigência de certificações mais rigorosas para o desembarque de produtos siderúrgicos.

Cenário estrutural e histórico de desequilíbrios

A atual crise ecoa dilemas antigos. Há mais de uma década, o setor sofre com o chamado “Custo Brasil” — alta carga tributária, energia cara e baixo investimento —, que limita a competitividade frente aos grandes produtores internacionais. Em 2013, o então presidente do Sindisider, Carlos Loureiro, já alertava que o crescimento tímido da economia brasileira e o excesso de aço global estavam corroendo a rentabilidade das usinas nacionais.

Além da concorrência direta, o Brasil também enfrenta o problema do “aço contido”: a importação de bens manufaturados que incorporam aço estrangeiro, como máquinas e veículos, o que substitui a demanda por aço produzido internamente.

Perspectivas e medidas de defesa

Enquanto o governo avalia novas medidas antidumping — que podem abranger produtos galvanizados e pré-pintados —, empresas como a CSN enxergam oportunidade para recuperar participação no mercado interno. A companhia celebrou recentemente a aprovação de tarifas permanentes contra a importação de folhas-de-flandres chinesas, e defende que casos semelhantes sirvam de precedente para outras categorias.

Para analistas como Lucas Sharau, da iHUB Investimentos, o setor siderúrgico continua sendo uma aposta defensiva nos portfólios, mas exige atenção. “O investidor deve priorizar empresas com presença internacional ou cadeias integradas, que se sustentam melhor em momentos de pressão competitiva”, afirmou.

O consenso entre executivos e especialistas é que o Brasil precisa equilibrar a abertura comercial com políticas de defesa mais ágeis e controles técnicos mais robustos. Caso contrário, a siderurgia nacional — que já foi símbolo da industrialização brasileira — corre o risco de ver sua produção corroída não apenas pelo aço barato, mas pelo aço falsificado.

 
Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 11/11/2025

 

Mão de obra, um gargalo no Brasil

Nos corredores da Agritechnica 2025, maior feira de tecnologia agrícola do mundo que ocorre na Alemanha, o ruído alto de conversas permite identificar grupos de produtores brasileiros. Vindos de diferentes regiões, principalmente do Sul e do Centro-Oeste, eles observam tratores elétricos, híbridos e sistemas autônomos, além de muitos drones e implementos. Anotam detalhes e fotografam máquinas com olhos curiosos.

Mas, entre a empolgação, há consenso sobre os obstáculos que ainda enfrentam para implementar todas as novidades no Brasil. Uma das principais queixas é que falta mão de obra especializada em solo brasileiro para operar os sistemas.

Outra questão é a conectividade limitada. “O Brasil não fica atrás na tecnologia. Mas não temos gente para aplicar essas soluções de forma eficiente”, afirma Simone Junqueira Sangaleti, produtora de grãos em 4,5 mil hectares em Primavera do Leste (MT). Segundo ela, é comum que o profissional, depois de treinado para lidar com os equipamentos, mude de emprego. “Acabamos não usando toda a tecnologia de que dispomos.”

Maria Isabel Finger, agrônoma do Rio Grande do Sul, que está pela terceira vez na Agritechnica, acrescenta que “muitas ferramentas aqui não podem ser aplicadas a pleno no Brasil porque ainda falta conectividade em algumas regiões importantes do agronegócio”. Ela planta arroz irrigado, soja e trabalha com pecuária de corte.

Mas os visitantes brasileiros ouvidos pelo Valor reconhecem o valor de estar na feira: uma oportunidade de conhecer tendências globais, avaliar inovações e aprender como podem ser adaptadas ao Brasil, mesmo com limitações de infraestrutura.

“É a primeira vez que viemos à Alemanha, embora já tenhamos participado de feiras nos Estados Unidos três vezes”, conta Ozenan Dias, destacando a diferença em relação às feiras brasileiras. “Aqui é muito mais avançado, o ambiente, a organização, o que conseguimos observar. É algo que chama atenção até para quem já está acostumado com tecnologia no campo.”

O produtor tem 3,14 mil hectares em Costa Rica, em Mato Grosso do Sul, onde integra lavouras de soja, milho e milheto com pecuária extensiva e 460 hectares de reserva [mata].

 
Fonte: Globo Rural
Seção: Agro, Máquinas & Equipamentos
Publicação: 10/11/2025

 

Indústria de máquinas reage à Selic de 15%

Com a decisão do Banco Central de manter a Selic em 15% ao ano, o setor industrial reagiu com a sensação de que o Copom prolonga o aperto além do necessário. A decisão, embora esperada, reforçou a posição crítica dos industriais.

Entre fabricantes de máquinas e equipamentos, o diagnóstico é de que o juro alto já cumpre o papel de conter preços, mas começa a impor custos elevados à economia real: crédito escasso, investimentos adiados e menor dinamismo produtivo. No setor, prevalece a percepção de que manter os juros em 15% por período prolongado tende a comprometer a competitividade e a recuperação do emprego.

O Banco Central, por outro lado, sustenta que o cenário ainda exige cautela. O Copom voltou a citar riscos de inflação persistente, como a desancoragem das expectativas, a resiliência dos serviços e a influência de fatores externos, entre eles um câmbio mais depreciado.

A pressão monetária soma-se a outras frentes de preocupação. O setor de máquinas e equipamentos projeta queda de até US$ 300 milhões nas exportações de máquinas e equipamentos voltados ao mercado americano até o fim de 2025, diante de barreiras técnicas e tarifárias. O governo admitiu o risco e informou que mantém diálogo com as empresas.

 
Fonte: Estado de Minas
Seção: Agro, Máquinas & Equipamentos
Publicação: 07/11/2025