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Produção brasileira de aço bruto recua 3,2% em setembro, diz IABr

E soma 2,8 milhões de toneladas, menor ante o mesmo período em 2024. Também no acumulado dos nove meses do ano a produção teve retração de 1,7% ante o mesmo período no ano passado. As exportações tiveram redução em volume e valor no mês, e no acumulado ano aumento de 2,6% no volume, mas redução de 10,6% o valor comparado com o mesmo período em 2024.

Em setembro de 2025 a produção brasileira de aço bruto foi de 2,8 milhões de toneladas, uma redução de 3,2% frente ao apurado no mesmo mês de 2024. Já a produção de laminados foi de 2,0 milhões de toneladas, 5,0%inferior à registrada em setembro de 2024. A produção de semiacabados para vendas foi de 780 mil toneladas, uma queda de 1,8% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2024, de acordo com a divulgação do Instituto Aço Brasil, no dia 17 de outubro (sexta-feira).

Consumo e vendas — Segundo o Aço Brasil, as vendas internas recuaram 0,6% frente ao apurado em setembro de 2024 e atingiram 1,9 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos de aço foi de 2,3 milhões de toneladas, 5,0% inferior ao apurado no mesmo período de 2024.

Exportações — As exportações de setembro de 2025 foram de 786 mil toneladas, ou US$ 526 milhões, o que resultou em aumento de 11,6% em quantum e redução de 8,9% em valor, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2024.

Importações — As importações de setembro de 2025 foram de 446 mil toneladas e de US$ 417 milhões, uma queda de 31,9% em quantum e de 26,8% em valor na comparação com o registrado em setembro de 2024.

Produção nos nove meses do ano — A produção brasileira de aço bruto foi de 25,0 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro de 2025, o que representa uma retração de 1,7% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 17,8 milhões de toneladas, 0,6% inferior ao apurado no mesmo período de 2024. A produção de semiacabados para vendas totalizou 6,2 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2025, uma queda de 10,3% na mesma base de comparação.

Vendas — As vendas internas foram de 16,1 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2025, o que representa uma elevação de 0,5% quando comparadas com igual período do ano anterior.

Consumo— O consumo aparente nacional de produtos de aço foi de 20,4 milhões de toneladas no acumulado até setembro de 2025. Este resultado representa um aumento de 4,1% frente ao registrado no mesmo período de 2024.

Exportações — As exportações no acumulado de nove meses de 2025 atingiram 7,8 milhões de toneladas, ou US$ 5,5 bilhões. Esses valores representam, respectivamente, aumento de 2,6% e redução de 10,6% na comparação com o mesmo período de 2024.

Importações — As importações alcançaram 5,1 milhões toneladas no acumulado até setembro de 2025, um aumento de 9,7% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 4,6 bilhões e avançaram 1,5% no mesmo período de comparação.

Distribuição regional da produção de aço bruto no mês de setembro e, de janeiro a setembro, destaca-se os estados: Minas Gerais; Rio de Janeiro; Espírito Santo; São Paulo, respectivamente, nesta ordem.

Distribuição regional da produção de semiacabados e laminados, no mês de setembro e, de janeiro a setembro, destaca-se os estados: Minas Gerais; Rio de Janeiro; Espírito Santo; São Paulo, respectivamente, nesta ordem.

Produção de aço mundial: 1º China; 2º Índia; 3º Estados Unidos; 4º Japão; 5º Rússia ; 6º Coréia do Sul; 7º Turquia; 8º Alemanha; 9º Brasil.

ICIA — O Índice de Confiança da Indústria do Aço referente ao mês de outubro de 2025 subiu 5,9 pontos e alcançou 33,4 pontos, mostrando um quadro de deterioração tanto da situação atual, quanto acerca das expectativas para os próximos seis meses.

 
Fonte: Portal Fator
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 20/10/2025

 

Brasil anuncia abertura de quatro novos mercados para o agronegócio

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com quatro países, que resultaram em nove novas aberturas de mercado para o agronegócio brasileiro.

Nos Estados Unidos, as autoridades locais aprovaram as exportações brasileiras de alimentos para cães com origem vegetal. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 9 bilhões em produtos agropecuários para os Estados Unidos.

No Irã, as autoridades locais autorizaram o Brasil a exportar sementes de abobrinha e sementes de melancia. Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações agrícolas do Brasil para o Irã superaram US$ 1,8 bilhão, com destaque para milho, produtos do complexo soja e do complexo sucroalcooleiro.

Em Santa Lúcia, as autoridades locais aprovaram as exportações brasileiras de carne de aves e seus produtos, carne suína e seus produtos, bem como carne bovina e seus produtos. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 216 milhões em produtos agropecuários para a Comunidade do Caribe (CARICOM), de que Santa Lúcia faz parte.

No Uruguai, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de mudas de eucalipto, mudas de oliveira e plantas ora-pro-nóbis. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 719 milhões em produtos agropecuários para o Uruguai, com destaque para proteína animal, produtos florestais, mate, fibras e produtos têxteis.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 453 novas aberturas de mercado desde o início de 2023.

 
Fonte: Portal Máquinas Agrícolas
Seção: Agro, Máquinas & Equipamentos
Publicação: 20/10/2025

Produção e vendas de aço caem no Brasil em setembro sobre um ano antes

A indústria siderúrgica brasileira teve queda de 3,2% na produção bruta em setembro sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados apresentados nesta quinta-feira pela associação de produtores da liga, Aço Brasil.

A produção de aço bruto do mês passado foi de 2,8 milhões de toneladas ante 2,87 milhões em agosto. No ano até o final de setembro, o volume produzido somou 24,98 milhões, 1,7% menos que no mesmo período de 2024.

Segundo os dados do Aço Brasil, as vendas caíram 0,6% sobre um ano antes, para 1,89 milhão de toneladas, e avançaram 3,8% ante o mês anterior, acumulando no ano alta 0,5%, a 16,05 milhões de toneladas.

Enquanto isso, as importações mostraram recuo de quase 32% em setembro sobre um ano antes e queda de 9,2% na comparação com agosto, para 446 mil toneladas, segundo a entidade.

Já as exportações subiram 11,6% em setembro sobre um ano antes, para 785,6 mil toneladas, apesar das medidas tarifárias dos Estados Unidos -- principal destino da liga produzida pelas siderúrgicas nacionais.

Segundo o Aço Brasil, as vendas externas para os EUA subiram 15,4% no mês passado na comparação anual, para 465,36 mil toneladas.

 
Fonte: Reuters
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 17/10/2025

 

O que são terras raras e minerais críticos em 30 segundos

Os terras-raras são um grupo de minerais críticos essenciais para indústrias como defesa, automotiva e eletrônica. A crescente demanda por esses recursos tem gerado tensões geopolíticas, especialmente devido ao domínio da China no refino desses materiais, o que resulta em preocupações sobre a dependência global.

Uma nova estimativa da United States Geological Survey projeta que, em 2024, o mundo terá 110 milhões de toneladas de reservas de terras-raras, sendo 44 milhões apenas na China. Outros países como Vietnã, Brasil, Rússia e Índia também possuem depósitos significativos. Entretanto, a extração desses minerais envolve processos químicos intensivos, que frequentemente resultam em resíduos tóxicos e desastres ambientais.

Impacto nas Cadeias de Suprimento

A administração Trump criticou as restrições chinesas às exportações de terras-raras, considerando-as uma ameaça às cadeias de suprimento globais. O uso desses minerais é vital para a produção de itens que vão de lâmpadas a mísseis guiados, com propriedades que são, em muitos casos, insubstituíveis ou apenas substituíveis a altos custos.

A China tem investido significativamente em operações de refino e possui um número elevado de patentes relacionadas à produção de terras-raras. Como resultado, muitas empresas optam por enviar seu minério para ser refinado na China, aumentando a dependência mundial de Pequim. Essa dinâmica ressalta a importância estratégica dos terras-raras em um cenário global cada vez mais competitivo e interconectado.

 
Fonte: Portal Tela
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 17/10/2025

 

Reforma tributária desafia agronegócio brasileiro

O Brasil se torna o único país do mundo a fracionar o mesmo tributo entre estados e municípios com alíquotas diferentes, gerando desafios inéditos para setores estratégicos como o agronegócio. Especialistas reunidos no 1º AgroLegal Summit, promovido pela AASP, discutiram os impactos da reforma tributária sobre produção, logística e competitividade no campo.

O modelo dual proposto substitui o ICMS por dois tributos: a CBS, federal, e o IBS, compartilhado entre estados e municípios. Além disso, a tributação passa a ocorrer no destino da mercadoria, e não mais na origem, encerrando a histórica guerra fiscal entre unidades da federação. Embora a mudança busque simplificação, a complexidade e os custos adicionais de adaptação ainda preocupam o setor.

“Discutir a Reforma Tributária no contexto do agronegócio é essencial, afinal, estamos diante de uma mudança que afetará toda a cadeia produtiva, do pequeno produtor à grande agroindústria. O setor precisa estar preparado para lidar com os impactos e oportunidades que esse novo modelo trará. Nosso objetivo com este painel foi justamente promover um espaço de diálogo, reunindo especialistas para antecipar desafios e buscar caminhos de adaptação mais seguros e eficientes”, afirmou Antonio Freitas, Diretor da AASP e Coordenador da primeira edição do AgroLegal Summit.

No agronegócio, que depende de fatores fixos como solo e clima, a transição pode ser particularmente impactante. Incentivos estaduais que estimulavam a produção podem desaparecer, elevando custos e pressionando margens. Plantios permanentes e culturas de longo ciclo enfrentam maiores dificuldades para se adaptar às novas regras.

Embora esteja prevista a criação de um fundo de ressarcimento, o acesso tende a ser burocrático, aumentando o risco de desamparo durante o período de transição. A expectativa é que a regulamentação avance e o diálogo entre governo e setor produtivo permita reduzir riscos e tornar a transição mais segura.

 
Fonte: Agrolink
Seção: Agro, Máquinas & Equipamentos
Publicação: 17/10/2025

 

Embaixador da China rebate críticas sobre aço e desafia indústria do Brasil a ‘sair da zona de conforto’

O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, rebateu as críticas de siderúrgicas, montadoras e fabricantes de máquinas e equipamentos de que o país asiático estaria inundando o mercado com produtos subsidiados e provocando a desindustrialização no Brasil. Em resposta, ele desafiou a indústria nacional a “sair da zona de conforto” e buscar maior eficiência e inovação.

Em entrevista ao Valor, o diplomata afirmou que a competitividade chinesa resulta da escala de produção e da eficiência industrial, e não de subsídios estatais. Segundo ele, em vez de reclamar, é preciso adotar uma postura de solidariedade e cooperação, já que Brasil e China têm economias complementares. Zhu fez ainda um apelo aos empresários brasileiros para visitarem a China e conhecer de perto o modelo e os métodos de produção.

“Quantos empresários conhecem a China? Quais são? Quando visitaram a China? Precisam sair da zona de conforto (...), fazer comparações, introduzir novas tecnologias. Em vez de se queixarem, precisam fazer alguma coisa para aumentar a competitividade e explorar o mercado conjunto”, disse.

Alguns segmentos industriais dizem que o país asiático deixou de exportar apenas insumos básicos e passou a avançar também com produtos de maior valor agregado, competindo diretamente com outras indústrias locais. Por isso, cobram que o governo brasileiro seja mais firme em medidas de defesa comercial.

Zhu afirmou que medidas de defesa comercial, para ele, acabam sendo como protecionismo, que atrapalham o sistema internacional multilateral e o comércio global. Ele defendeu que Brasil e China são economias complementares e compartilham a defesa do multilateralismo, sobretudo num cenário de incertezas globais.

A declaração ocorre em meio à intensificação do debate sobre o aço importado, depois que o Instituto Aço Brasil, a Abimaq e a Anfavea — entidades que representam os setores de siderurgia, máquinas e equipamentos e montadoras — acusaram o governo chinês de adotar práticas comerciais desleais.

Cotas e investigação antidumping

O tema ganhou novo fôlego após o Brasil renovar, até 2026, o sistema de cotas e a tarifa de 25% sobre o aço que exceder o limite de importação, além de abrir uma investigação antidumping envolvendo 25 produtos de origem chinesa.

O governo brasileiro tenta equilibrar os interesses de setores que pedem proteção e o peso da parceria estratégica com Pequim. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, enquanto os Estados Unidos — críticos do modelo chinês — mantém tarifas altas sobre o aço brasileiro.

Para Zhu Qingqiao, o caminho passa por calibrar medidas defensivas sem abandonar a cooperação. “O Brasil e a China devem trabalhar juntos, aproveitando suas vantagens comparativas. Essa é a forma mais sustentável de proteger a indústria nacional”, concluiu.

"Visitem a China"

O diplomata destacou que poucos empresários brasileiros visitaram a China para conhecer como o país construiu, segundo ele, o parque industrial mais completo do mundo. Na avaliação do representante chinês, a integração produtiva sino-brasileira pode trazer ganhos mútuos, desde que o Brasil invista em eficiência e inovação. “Há muitas oportunidades para as empresas brasileiras, mas é preciso abrir-se a novos modelos de produção”, afirmou.

O presidente do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), Luiz Augusto de Castro Neves, endossou a posição do embaixador e afirmou que o protecionismo deixou de ser eficaz na economia globalizada. “A internacionalização dos processos produtivos tornou o protecionismo um instrumento ineficiente. Ele apenas encarece o produto final e reduz competitividade”, disse.

Para Castro Neves, é um exagero das siderúrgicas afirmar que o aço chinês destrói a indústria nacional. Ele defende que o país busque complementaridades com a China, explorando a participação de insumos e peças chinesas na produção local “e não apenas ter a sua viabilidade econômica garantida por subsídios, por protecionismo e por reserva de mercado”.

Em relação à indústria automobilística brasileira, o dirigente frisa que o setor foi implantado no pós-guerra, mas “nunca conseguiu ser competitiva externamente. Na verdade, a gente importava bens de capital já amortizados nos seus países de origem e fabricava um carro tecnologicamente atrasado, caro e para uso apenas no mercado interno”, disse.

 
Fonte: Valor
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 16/10/2025